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Portugal: Justiça ouve argelinos na rota de Cabo Verde

Passageiros no aeroporto de Lisboa
Passageiros no aeroporto de Lisboa REUTERS/Hugo Correia
Texto por: RFI
4 min

Os quatro argelinos que invadiram a pista do aeroporto de Lisboa no sábado passado foram hoje ouvidos por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, estando indiciados de um crime de atentado à segurança de transporte. O Governo garante que não existe qualquer indício que obrigue a aumentar o nível de alerta terrorista em Portugal.

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Não foi um acto terrorista nem deixa razões para alarme. Para a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, a invasão, por quatro argelinos, de uma das pistas do aeroporto de Lisboa, foi apenas um gesto desesperado desses homens para ficarem na Europa. Os argelinos estavam em trânsito rumo a Cabo Verde.

Foi uma tentativa frustrada de emigração ilegal. Não se tratou de nenhuma ameaça terrorista. Tratou-se de um grupo de cidadãos estrangeiros que tentaram emigrar, aproveitando a sua paragem em Lisboa – o seu destino era Cabo Verde – para tentar entrar na União Europeia”, disse a ministra aos jornalistas.

O episódio, que aconteceu no sábado ao início da noite, obrigou a encerrar o aeroporto Humberto Delgado durante mais de meia hora – alguns vôos foram desviados para Faro, a sul, e para o Porto, a norte. No entanto, a ministra entende que todo o protocolo de segurança funcionou.

Os homens, que terão começado por fugir ao controlo de passaportes, foram detidos imediatamente. Um deles, com ferimentos ligeiros, recebeu assistência médica. Todos serão esta segunda-feira presentes a Tribunal. Se o Ministério Público mantiver a imputação e os imigrantes chegarem a ser julgados, arriscam uma pena de prisão que pode chegar aos oito anos.

Já o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras está menos descansado do que o executivo. O presidente, Acácio Pereira, já veio lembrar que não foi a primeira vez que ocorreu uma invasão de pista e pedir mais meios de monitorização e vigilância para que o episódio não se repita.

Ouça a nossa correspondente em Portugal, Joana Carvalho Fernandes.

Correspondência de Lisboa - Joana Carvalho Fernandes

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