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Mundo

Meca : início da peregrinação anual dos muçulmanos

REUTERS/Ahmed Jadallah
Texto por: RFI
3 min

Mais de um milhão de fiéis de todo o mundo iniciam neste sábado a peregrinação a Meca, o ponto máximo do calendário muçulmano, que no ano passado foi marcado por uma tragédia que deixou mais de 2.000 mortos e provocou uma crise entre Arábia Saudita e Irão.

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A peregrinação a Meca começou hoje com medidas de segurança reforçada para evitar tragédias. A peregrinação à cidade santa de Meca, na Arábia Saudita, onde foram adoptadas novas medidas de segurança e vigilância para evitar tragédias.

Meca entra na luta de poder entre Irão e Arábia Saudita

Depois da tragédia que no ano passado tirou a vida a cerca de 2 mil pessoas, esmagados numa grande aglomeração, as autoridades sauditas adoptaram novas medidas para melhorar a gestão de grandes multidões, como garantiu o ministro da Peregrinação Mohammed Benten.

Os diferentes órgãos estatais melhoraram a coordenação e a comunicação entre todos os que participam da organização da peregrinação, que também é conhecida como hajj.

As autoridades sauditas comprometeram-se em manter o contacto com todas as representações dos fiéis estrangeiros e locais para determinar os horários em que os peregrinos vão participar aos ritos a cada dia.

Pela primeira vez, os peregrinos são proibidos de sair dos acampamentos durante quatro horas nos dias 11, 12 e 13 de Setembro para que seja possível organizar o movimento dos fiéis na região de Mina e evitar aglomerações repentinas, como a que aconteceu no ano passado.

A Defesa Civil saudita informou que delimitou trajectos e instalou portões electrónicos para controlar a multidão de peregrinos que se desloquem a Mina para lançar as pedras contra Satanás, o rito que será realizado durante três dias a partir de segunda-feira.

A Defesa Civil mobilizou mais de 17 mil efectivos e mais de 3.700 equipamentos electrónicos, assim como com a ajuda de muitos voluntários.

Todos os fiéis receberam uma pulseira electrónica para que seus movimentos sejam controlados e os serviços de emergência possam intervir quando uma multidão descontrolada começar a formar-se.

Em 2015, cerca de 2000 pessoas perderam a vida e a Arábia Saudita apontou responsabilidades a um grupo numeroso de iranianos que estava, supostamente, a caminhar no sentido contrário aos outros peregrinos. O Irão atribuiu o incidente à falta de resposta imediata por parte dos organizadores.

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