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França / Reino Unido

Londres deu luz verde à construção de reactores nucleares da EDF

O duplo reactor de Hinkley Point deve estar pronto em 2025.
O duplo reactor de Hinkley Point deve estar pronto em 2025. REUTERS/Suzanne Plunkett/files
Texto por: Liliana Henriques
3 min

Oito anos depois da empresa francesa de electricidade EDF ter adquirido o grupo nuclear British Energy e ter anunciado logo de seguida o seu projecto de construir 4 reactores no Reino Unido, dois dos quais em Hinkley Point no sudoeste da Grã-Bretanha, a primeira-ministra britânica deu luz verde a este projecto pondo assim fim a algum suspense e um certo mal-estar entre Londres e Paris quando, ao tomar posse, Theresa May suspendeu o projecto para ter um prazo suplementar de reflexão.

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O ponto que colocava algumas dúvidas é que neste projecto controlado a 66% pela EDF e orçado em um pouco mais de 21 mil milhões de Euros, participa igualmente em 33% a empresa chinesa CGN. Reconhecidamente cautelosa nesse aspecto, a Grã-Bretanha queria garantias de segurança e de controlo sobre este projecto. Foi o que Londres conseguiu através de uma clausula em que a EDF se compromete a não vender as suas participações durante o período de construção dos reactores.

Para além do duplo reactor de Hinkley Point que deve garantir 7% do fornecimento de electricidade à Grã-Bretanha a partir de 2025 por um prazo de 60 anos, está também prevista a construção de outros reactores em Sizewell e em Bradwell no leste do país, este último reactor ficando sob a responsabilidade dos chineses CGN. Nos termos deste acordo, a Grã-Bretanha compromete-se por sua vez a pagar a electricidade um pouco mais de 108 euros por megawatt durante 35 anos, acima dos preços actualmente praticados.

Calcula-se ainda que estas obras criem 25 a 26 mil empregos na Grã-Bretanha e acima dos 4 mil em França, daí que do lado de Paris o governo saúde este desfecho, embora na Grã-Bretanha a oposição questione os custos deste projecto e os ecologistas refiram que esta fonte de energia é ultrapassada. Aqui em França, alguns sindicatos, e a própria agência de notação Moody's, também se mostram cépticos quanto às despesas que o projecto vai implicar para a EDF, empresa cuja dívida se eleva a mais de 37,5 mil milhões de Euros.

 

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