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Política/Ucrânia

Investigação sobre queda de voo MH17 aponta para pista russa

Fred Westerbeke, Procurador-Geral holandez que coordenou  as  investigações sobre a queda do voo  MH17 da Malaysia  Airlines  durante a conferência de  imprensa  em  Nieuwegein .28 de Setembro de 2016
Fred Westerbeke, Procurador-Geral holandez que coordenou as investigações sobre a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines durante a conferência de imprensa em Nieuwegein .28 de Setembro de 2016 REUTERS/Anthony Deutsch
Texto por: RFI
4 min

Dois anos depois da destruição em pleno voo do Boeing 777, na rota entre Amsterdam e Kuala Lumpur , que resultou na morte de 298 pesoas, a investigação judicial concluiu que o avião foi abatido por um míssil proveniente da Rússia . A equipa de investigadores afirma que há provas irrefutáveis de que o voo MH 17,da Malaysia Airlines foi alvejadoi por um míssil BUK da série 9M38. Moscovo rejeitou a conclusão do inquérito que o governo russo acusa de ter motivações políticas.

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O grupo de investigadores formado por belgas, ucranianos, australianos, malaios, coordenado pelo Ministério Público holandez comparou as peças do míssil presumido, encontradas no lugar em que Boeing 777 da Malaysia Airlines se despenhou e chegou conclusão que as mesmas faziam parte dos sistemas BUK. A hipótese de um ataque ao avião das linhas aéreas da Malásia, foi por conseguinte retida pelos investigadores. Estes últimos basearam-se nas imagens de radar, excluindo a eventualidade de um acto terrorista levado à cabo no interior do avião, assim como de um ataque efectuado por um avião militar.

 Segundo o itinerário reconstituído com base em fotografias, videos, testemunhos , dados de telecomunicações e conversações telefónicas, "o sistema foi transportado do território russo para o leste da Ucrânia num camião da marca Volvo, dispondo de um atrelado. O Ministério público, holandez afirma que o camião foi escoltado por homens armados de uniforme até à aldeia de Pervomaïski, controlada na época pelos combatentes pró-russos.

 A Rússia denunciou a conclusão do inquérito, que segundo Moscovo foi motivada políticamente com o objectivo de culpabilizar os russos pela queda, no dia 17 de Julho de 2014, do Boeing 777 das linhas aéreas da Malásia que realizava o voo entre Amsterdam e Kuala Lumpur.

 

              

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