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Alepo “entre a vida e a morte”

REUTERS/Abdalrhman Ismail

O hospital M10 e o centro hospitalar do bairro de Sakhur voltaram a ser atacados, pela segunda vez consecutiva, este sábado.

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Os combates em Alepo, até então segunda maior cidade síria, foram reactivados há cerca de uma semana, deixando “entre a vida e a morte” o cessar-fogo alcançado entre os Estados Unidos da América e a Rússica com vista a permitir a entrada da ajuda humanitária na cidade.

O Ministério russo da Defesa anunciou ter contabilizado 61 violações do cessar-fogo e garantiu não ter realizado, nem a força aérea síria, quaisquer raides aéreos contra grupos armados da oposição que declaram a cessação de hostilidades.

Este sábado, foram registadas duas explosões no maior hospital M10 dos bairros da cidade controlada por rebeldes.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos - uma Organização Não Governamental com sede no Reino Unido - afirmou que os bombardeamentos também atingiram um hospital no bairro de Sakhur.

Os hospitais já tinham sido bombardeado na quarta-feira passada, 28 de Setembro. Os ataques foram condenados pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que afrimou terem sido verdadeiros "crimes de guerra".

Os dois hospitais foram encerrados na quarta-feira, e assim permanecem, sem poder dar resposta a quaisquer pedidos de socorro médicos. Nessa zona da cidade de Alepo, contabilizam-se seis outros centros médicos em funcionamento.

Estes mais recentes bombardeamentos foram considerados entre os mais intensos dos cinco anos de guerra na Síria.

Os responsáveis diplomáticos os Estados Unidos da América e Rússia tentam manter em aberto uma solução para pôr fim à violência em Alepo. Sergei Lavrov e John Kerry terão voltado a falar pelo telefone este sábado.

Entrevistado pela rádio britânica BBC, o responsável diplomático russo acusou Washington de não conseguir distinguir os rebeldes moderados dos grupos que Moscovo e Damasco consideram terroristas.

Por outro lado, John kerry confessou a um grupo de sírios ter defendido o uso da força contra Bashar al-Assad. A revelação surge de uma suposta conversa privada, à margem da cimeira das Nações Unidas, divulgada pelo jornal nova-iorquino New York Times.

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