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Segundo sondagem, referendo na Hungria não é válido

Nas ruas de Budapeste, cartazes vermelhos, brancos e verdes, as cores da bandeira nacional, apelam a votar "Não" no referendo deste domingo
Nas ruas de Budapeste, cartazes vermelhos, brancos e verdes, as cores da bandeira nacional, apelam a votar "Não" no referendo deste domingo REUTERS/Laszlo Balogh

Sondagens à boca das urnas dão conta de que o referendo na Hungria sobre a redistribuição de refugiados na União Europeia não teve registar a participação suficiente para poder ser considerado válido, isto é mais de 50% de votos.

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A Hungria votou hoje um referendo sobre o sistema europeu de acolhimento de refugiados, com o Governo do populista de Viktor Órban activamente envolvido numa campanha de desafio à União Europeia e repudio aos refugiados.

As primeiras sondagens apontam que o refendo não será validado, uma vez que não atingiu 50 por cento da participação como explica professor catedrático Pal Ferenc, a residir a Budapeste.

"Segundo as mais optimistas avaliações, não ultrapassará a percentagem dos 45 ou 46%. Poucos jovens foram votar, mas (os que foram) votaram a favor da quota - que representam os 5% - e a maioria dos votantes são pessoas velhas", descreveu o professor de língua portuguesa Pal Ferenc.

Professor catedrático Pal Ferenc

Oito mil eleitores foram convidados a responder à pergunta "a Europa deve ditar a instalação obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria mesmo sem acordo da Assembleia Nacional?".

Segundo as sondagens, a maioria dos 8,3 milhões de eleitores deve responder “não”.

Para que o resultado seja válido, a taxa de participação deve atingir mais de 50%, o que poderá não acontecer já que apenas 42% de eleitores estão dispostos a votar.

No ano passado foi adoptado um plano de distribuição de refugiados entre os países membros da União Europeia (UE) que contemplava 160.000 pedidos de asilo. Até hoje o plano não foi implementado, apenas alguns milhares de refugiados, que chegaram à Grécia, foram "deslocado" para outros países de acolhimento.

Presidente Europeu, Martin Schulz, denuncia referendo como "jogo perigoso"

Bruxelas teme que esta consulta húngara represente um golpe à UE, que vive abanada pela crise migratória e o Brexit. A primeira-ministra britânica que garantiu hoje que, até ao final do primeiro trimestre de 2017, o Reino Unido irá formalizar o pedido da saída da UE.

Cerca de 400.000 migrantes transitaram pela Hungria no ano passado, em 2015, a maior parte antes da instalação de cercas de arame farpado nas fronteiras com a Sérvia e Croácia.

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