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Mundo

Hungria diz “não” aos refugiados

REUTERS/Laszlo Balogh
Texto por: Lígia ANJOS
4 min

A participação no referendo levado a cabo pelo governo húngaro sobre as quotas de refugiados nos países da União Europeia ficou abaixo dos 50% da taxa de participação, pelo que não é legalmente vinculativo.

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, viu bloqueado o seu referendo contra o plano de quotas de imigrantes da União Europeia (UE), que registou uma participação abaixo dos 50% necessários.

A União Europeia "não poderá impor sua vontade à Hungria" em matéria de imigração, declarou Viktor Orban, depois do anúncio do resultado.

"Bruxelas não poderá impor a sua vontade à Hungria", disse o líder conservador num discurso no qual conseiderou que espera "fazer com que Bruxelas compreenda que não pode ignorar a vontade de 99,2% dos eleitores". 

O professor de português Pal Ferentz, residente em Budapeste, descreve que o referendo pretendia resolver problemas da política interna mais do que problemas externos à Hungria; "o partido do antigo primeiro-ministro que agora lidera a coligação democrática afirmou que a Hungria preparou (com o referendo) a saída da União Europeia".

Professor catedrático Pal Ferenc

Como se previa, os eleitores do "não" atingiram 98,3% do total, mas apenas 39,8% dos oito milhões de inscritos compareceram às urnas, o que invalida o resultado, segundo os números divulgados pelo vice-presidente do partido, Gergely Gulyas.

"Estou orgulhoso de que sejamos os primeiros (na Europa) a responder a essa questão nas urnas, mesmo que estejamos sozinhos, infelizmente", declarou Viktor Orban depois de ter votado em Budapeste.

Em Bruxelas, as autoridades europeias temiam que a consulta húngara aplicasse um novo golpe ao bloco europeu, já abalado pela crise migratória e pelo "Brexit".

"Se se organiza referendos sobre cada decisão dos ministros e do Parlamento Europeu, a autoridade da lei estaria em perigo", advertiu há meses o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, denunciou, ontem, este referendo como tratando-se de um "jogo perigoso".

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