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FMI: Crescimento global mantém-se nos 3%

As suspensão das doações é um dos factores invocados pelo FMI para as previsões de fraco desempenho de Moçambique.
As suspensão das doações é um dos factores invocados pelo FMI para as previsões de fraco desempenho de Moçambique. REUTERS/Grant Lee Neuenburg
Texto por: Liliana Henriques
2 min

O Fundo Monetário Internacional divulgou hoje as suas previsões económicas a nível mundial, o crescimento global mantendo-se em cerca de 3% conforme tinha sido já antecipado no passado mês de Julho. Neste contexto, o FMI tece advertências contra a tentação do proteccionismo nomeadamente nos Estados unidos com a ascensão de Donald Trump ou ainda o Brexit na União Europeia e evoca igualmente o impacto negativo que a "fuga dos cérebros" poderia ter sobre a economia da África Subsariana, com uma antevisão de 34 milhões de africanos a emigrar para os países mais ricos no horizonte 2050.

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Acerca precisamente da economia da África Subsariana, depois de um crescimento de 3,4% no ano passado, as previsões para este ano são apenas de 1,4%, devendo registar-se um novo impulso em 2017 com uma possível progressão de 2,9%. A África do Sul, primeira economia da região, deveria conhecer um período de estagnação este ano. Uma das outras locomotivas regionais, a Nigéria, deveria conhecer um recuo de 1,7%, devido nomeadamente à diminuição do preço do barril de petróleo, à semelhança de Angola, primeiro produtor de ouro negro em África, com um crescimento nulo este ano e um aumento de 1, 5% para o ano que vem. Também na tormenta, está Moçambique, com o FMI a rever em baixa as suas previsões que passam de uns 6% para 4,5% em 2016. Entre os motivos citados pelo FMI para esta situação: a descida do preço das matérias-primas, o impacto da dívida escondida ou ainda a suspensão das doações internacionais.

Noutra vertente, a Costa de Marfim, a Etiópia, o Quénia e o Senegal, cujos rendimentos são menos dependentes das oscilações do valor das matérias-primas, deveriam conhecer um crescimento acima dos 5% este ano, devido designadamente ao desenvolvimento da sua classe média bem como o aumento dos investimentos.
 

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