Política/Bélgica

NATO decide reforçar posição no flanco báltico

Cimeira dos Ministros da Defesa da OTAN. Bruxelas. 26 de Outubro de 2016.
Cimeira dos Ministros da Defesa da OTAN. Bruxelas. 26 de Outubro de 2016. REUTERS/Francois Lenoir

A NATO encerra em Bruxelas mais uma cimeira da Organização com em pano de fundo a crescente tensão entre os ocidentais e a Federação da Rússia. Marcada pelo reforço do apoio aos membros bálticos da organização nascida com a guerra fria para fazer frente ao ex-Pacto de Varsóvia ,a cimeira cimeira da NATO, decorreu sob o signo da nova escalada verbal entre as capitais ocidentais e Moscovo.

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A cimeira da NATO , no passado mês de Julho em Varsóvia abordou o que a organização considerou de a ameaça russa aos países bálticos membros do bloco ocidental. Segundo o secretário -geral , Jens Stoltenberg , depois do conflito na Ucrânia e a anexação da Crimeia pela Rússia , a NATO foi constrangida a reforçar as suas posições, designadamente em países como a Lituânia , a Letónia e a Estónia, bem como na Polónia.

 Em Bruxelas , membros da NATO , como a Grã-Bretanha, França, Canadá, Alemanha e os Estados Unidos decidiram contribuir com militares e equipamentos para o reforço do flanco báltico da organização. De acordo com o secretário-geral Jens Stoltenberg, o citado reforço é uma mensagem clara sobre a determinação da NATO. O também ex-primeiro-ministro da Noruega afirmou igualmente que a organização tenciona reforçar a sua presença no Mar Negro. Nesse contexto, um apoio particular será dado a Roménia, que terá a incumbência de liderar as missões da NATO na região.

 A aliança do tratado do Atlântico norte anunciou contudo que, as medidas a serem tomadas não significam o fim do diálogo com Moscovo, numa conjuntura mundial caracterizada por tensões.

 

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