Alemanha

Alemanha procura tunisino suspeito de atentado

CLEMENS BILAN / AFP

As autoridades alemãs procuram um tunisino suspeito de ser o autor do atentado com um camião na noite de segunda-feira num mercado de Natal em Berlim. O ataque foi reivindicado pelo autodenominado Estado Islâmico.

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As autoridades alemãs procuram um suspeito tunisino depois de terem encontrado um documento de identidade no camião que, na segunda-feira à noite, foi contra uma multidão num mercado de Natal no centro de Berlim. O documento tem o nome de Anis A., nascido em Tataouine, na Tunísia, em 1992. O jornal Spiegel alerta que o indivíduo pode ter falsas identidades.

O homem, conhecido sob três identidades e três idades diferentes, teria requerido asilo em Abril na Alemanha, pedido que foi rejeitado. O suspeito estaria ligado a uma rede de alegado recrutamento do autodenominado Estado Islâmico e é considerado como particularmente perigoso, de acordo com os jornais Süddeutsche Zeitung e Bild.

A polícia alemã indicou estar a examinar mais de 500 indícios, entre os quais rastos de ADN encontrados no camião, imagens de vídeo-vigilância e várias testemunhas.

Na terça-feira à noite, foi libertado o paquistanês requerente de asilo que tinha sido detido como suspeito, pouco depois do atentado. O seu ADN não coincidia com o que foi encontrado no camião.

Também ontem, o autodenominado Estado Islâmico reivindicou o ataque da Breitscheidplatz, em comunicado publicado na Amaq, a agência de propaganda da organização terrorista. "Um soldado do EI cometeu a operação de Berlim em resposta aos apelos para visar os cidadãos dos países da coligação internacional", indicava o documento.

O camião abalroou a multidão que visitava o mercado de Natal, em pleno centro de Berlim. Doze pessoas morreram, 48 estão feridas, incluindo 18 em estado grave.

O veículo pertencia a uma empresa de transportes polaca e o condutor habitual do veículo, de nacionalidade polaca, foi encontrado morto lá dentro, com sinais de ter tentado lutar contra o autor do atentado.

O "modus operandi" do ataque faz lembrar o atentado de Nice de 14 de Julho, que fez 86 mortos e foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Um camião conduzido pelo tunisino Mohamed Lahouaiej Bouhlel tinha atropelado a multidão que tinha ido assistir ao fogo de artifício da festa nacional francesa.

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