Rússia

Rússia prestou homenagem ao embaixador assassinado

Funeral de Andreï Karlov na Catedral do Cristo Salvador
Funeral de Andreï Karlov na Catedral do Cristo Salvador Alexander NEMENOV / AFP

A Rússia prestou hoje homenagem ao embaixador assassinado na segunda-feira na Turquia, Andreï Karlov. A cerimónia decorreu no ministério dos Negócios Estrangeiros e na Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo, e contou com a presença do presidente Vladimir Putin, do primeiro-ministro Dmitri Medvedev e do chefe da diplomacia Sergueï Lavrov.

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A primeira parte da homenagem decorreu no ministério dos Negócios Estrangeiros, em Moscovo, e contou com a presença do presidente Vladimir Putin, do primeiro-ministro Dmitri Medvedev e do chefe da diplomacia Sergueï Lavrov.

O caixão de Andreï Karlov, cujo corpo foi repatriado na terça-feira, esteve no ministério russo dos Negócios Estrangeiros, ao lado de uma bandeira do país e vigiado pela Guarda de Honra.

Perante a esposa e o filho do embaixador assassinado na Turquia, o ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que o embaixador, de 62 anos, "foi vítima de um acto terrorista covarde e terrível, enquanto exercia o seu dever profissional”.

A cerimónia religiosa aconteceu, depois, na Catedral de Cristo Salvador, também na presença das mais altas autoridades russas, nomeadamente o chefe de Estado. Vladimir Putin atribuiu, esta quarta-feira, o título de herói da Rússia ao embaixador pela "coragem e grande contribuição" à política externa russa.

Oiça aqui a reportagem do nosso correspondente em Moscovo, Rinat Valiulin.

Rinat Valiulin, Moscovo

O governo de Ancara acusou o clérigo exilado nos Estados Unidos Fethullah Gullen de estar por detrás do homicídio, mas a Rússia prefere aguardar pelos resultados da investigação. Gulen condenou o homicídio que classificou como um “acto terrorista” que o deixou “chocado e profundamente triste”.

Mevlüt Mert Altintas, o polícia de 22 anos que disparou atirou nove vezes contra o embaixador Karlov, gritou "Allah Akbar" (Deus é grande) e afirmou que pretendia vingar a tragédia na cidade síria de Aleppo.

O homicídio na galeria de arte na segunda-feira foi denunciado pela Rússia e pela Turquia como uma provocação, com o objectivo de minar as relações que estavam a ser restabelecidas após quase um ano de crise. De notar que os dois países têm posições antagónicas sobre a guerra da Síria: a Rússia apoia o regime de Bashar al-Assad e a Turquia os rebeldes que lutam contra ele.

 

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