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ESTADOS UNIDOS

EUA: Obama uma vida após a presidência

Última conferência de imprensa de Barack Obama como chefe de Estado a 18 de Janeiro de 2017.
Última conferência de imprensa de Barack Obama como chefe de Estado a 18 de Janeiro de 2017. REUTERS/Kevin Lamarque
Texto por: RFI
3 min

Donald Trump toma posse nesta sexta-feira como novo presidente norte-americano. O chefe de Estado cessante deu nesta quarta a sua derradeira conferência de imprensa tendo prometido ser vigilante acerca do futuro do país.

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O presidente democrata cessante tem uma visão do mundo e da política bastante diferente da postura assumida pelo seu sucessor republicano.

Pelo que o primeiro presidente de origem negra dos Estados Unidos promete estar vigilante se forem colocados em causa valores que ele considerou fundamentais.

E isto já que Trump se incompatibilizou, nomeadamente, com certos órgãos de informação eis que Obama promete não fazer concessões a quaisquer eventuais ameaças à liberdade de imprensa.

O futuro inquilino da Casa Branca que, no plano internacional, também tivera um discurso azedo com parceiros tradicionais como o México, a China ou mesmo a União Europeia tendo enaltecido, neste último caso o Brexit, a anunciada saída do Reino Unido do bloco dos 28.

No plano interno Trump prometeu também por em causa a herança dos anos Obama e, designadamente, o chamado Obamacare, dispositivo que permitira atribuir seguro de saúde a milhares de americanos sem qualquer cobertura de segurança social.

Obama promete tirar algum tempo para si e para a sua família, mas alega manter-se atento como cidadão ao evoluir da situação do seu país.

Eis a tradução de um excerto da última conferência de imprensa de Barack Obama.

"É importante para mim tirar algum tempo para digerir a incrível história que temos vivido.

Eu e a minha esposa vamos assinalar este ano o nosso 25° aniversário de casamento.

Oxalá nos mantenhamos juntos por mais algum tempo.

Quero escrever, estar sossegado por algum tempo, eis as minhas prioridades para este ano.

Mas continuo a ser um cidadão. Temos um novo presidente, e um congresso: um e outro vão tomar decisões.

Mas entre o normal funcionamento das instituições e depois se vier a haver ameaças a certos valores fundamentais aí há uma diferença.

Tais como discriminações sistemáticas, obstáculos óbvios ao direito de voto, esforços institucionais para amordaçar a imprensa, ou ainda esforços para denunciar jovens que são americanos e que aqui cresceram. Se eles vierem a ser um alvo então eis algo que fará com que eu eleve a minha voz."
 

 

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