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HUNGRIA/RÚSSIA

Hungria e Rússia de mãos dadas

Vladimir Putin (esq.) e Viktor Orban em Budapeste a 2 de Fevereiro de 2017.
Vladimir Putin (esq.) e Viktor Orban em Budapeste a 2 de Fevereiro de 2017. Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS
Texto por: Miguel Martins
4 min

A Rússia está disposta em financiar integralmente o projecto de dois novos reactores nucleares na central de Paks, este um anúncio esta tarde na Hungria do presidente russo Vladimir Putin que se avistou com o seu homólogo húngaro Viktor Orban.

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Budapeste é uma das poucas capitais europeias a ter actualmente relações de cordialidade com Moscovo.

E isto já que Bruxelas se melindrou com o regime autoritário de Putin  nomeadamente pela sua intervenção na Ucrânia, a anexação da Crimeia e a desestabilização do Donbass.

O presidente do Conselho europeu, Donald Tusk, apelou nesta quinta para que Putin use da sua influência junto dos rebeldes pró-russos do leste da Ucrânia para por cobro à retoma da violência ali registada nos últimos dias.

O inquilino do Kremlin fez questão em mostrar a solidez do entendimento com a Hungria neste contexto acusando a Ucrânia de ser a responsável da situação actual.

Por seu lado Budapeste defende o levantamento das sanções adoptadas pela União Europeia contra a Rússia na sequência da anexação da Crimeia em Março de 2014.

O primeiro-ministro húngaro afirmou esperar ver "brevemente uma boa cooperação russo-europeia".

Esta é a primeira visita de Putin a um país do bloco dos 28 desde a chegada ao poder, nos Estados Unidos, de Donald Trump.

O Kremlin espera melhorar as relações com Washington e o fim das sanções americanas.

A Rússia afirmou estar disposta em financiar em 100% a construção de dois reactores na central nuclear húngara de Paks.

Um projecto controverso que, até ao momento, deveria ser financiado em 80% através de um empréstimo russo.

A Comissão europeia impedira o seu arranque por o mesmo não ter cumprido as normas dos concursos de atribuição dos projectos fortemente contestados pela oposição.

Pal Ferenc, professor de português na capital húngara, comenta o momento actual das relações com a Rússia que, a seu ver, se fica a dever ao pragmatismo de ambos.

Pal Ferenc e as relações entre a Hungria e a Rússia

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