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BRASIL

Brasil: polícias militares voltam a patrulhar as ruas

Ainda que os polícias militares tivessem fechado um acordo com o Governo para meter fim à greve, os familiares continuam a bloquear as saídas dos quartéis de maneira a impedir que os agentes trabalhassem.
Ainda que os polícias militares tivessem fechado um acordo com o Governo para meter fim à greve, os familiares continuam a bloquear as saídas dos quartéis de maneira a impedir que os agentes trabalhassem. Reuters/PAULO WHITAKER
Texto por: RFI
4 min

Depois de 8 dias de greve, cerca de 800 polícias militares voltaram a patrulhar as ruas no estado de Espírito Santo, no sudeste do Brasil. Ainda que as famílias continuem a bloquear os quartéis, a "Globo" avança que as autoridades estão a utilizar helicópteros para extrair os agentes. 

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A página informativa G1 avança que 875 polícias militares regressaram hoje ao trabalho no Estado de Espírito Santo, no sudeste do Brasil. Os comandantes dos militares estão a anotar os nomes dos agentes que regressaram hoje à patrulha das ruas. 

A greve, que tinha começado no sábado, dia 4 de Fevereiro, estava a gerar uma onda de violência no estado de Espírito Santo. Em 8 dias, estima-se que terão morrido 138 pessoas e muitos estabelecimentos, assim como escolas e transportes públicos, estiveram fechados durante a semana. 

Ainda que os polícias militares tivessem fechado um acordo com o Governo para meter fim à greve, os familiares continuam a bloquear as saídas dos quartéis de maneira a impedir que os agentes trabalhassem. Face a este problema, as autoridades começaram a utilizar helicópteros de maneira a fazer com que os polícias militares pudessem voltar a patrulhar as ruas. 

Segundo a mesma agência de notícia, uma das mulheres de um polícia militar, tinha afirmado que rejeitava o acordo porque "é um movimento conduzido pelas mulheres dos agentes e nenhuma de nós esteve lá. O movimento continua". 

Incógnita acerca do futuro de militares que fizeram greve

Mantém-se, no entanto, a incógnita acerca do futuro dos militares que tinham participado na greve. Proibidos pela Constituição de o fazerem, tinham sido as mulheres dos agentes a bloquearem os quartéis. Ainda assim, cerca de 700 polícias foram acusados de crime "de revolta", punível com uma pena de prisão de entre 8 a 20 anos.

O ministro da Secretaria do Governo, António Imbassahy, tinha aliás afirmado que não havia "qualquer possibilidade de amnistia". O próprio presidente do Brasil, Michel Temer, também tinha declarado que o direito a reinvidicações "não pode tornar o povo brasileiro refém. O estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável", acrescentando que a paralisação era "ilegal e inaceitável". 

É de relembrar que os polícias militares reclamavam um aumento salarial e melhores condições de trabalho. O Governo tinha respondido às reinvidicações propondo rever o valor das promoções e estar mais atento à carga horária dos agentes. 

O ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, esteve ontem em Vitória para avaliar a situação e anunciou que o governo central enviou 3130 militares das Forças Armadas e da Força Nacional para as ruas de Espírito Santo. O ministro defesa descreve um cenário mais calmo em Vitória.

O ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann

 

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