Contas do Twitter invadidas por piratas informáticos pró-Erdogan

Com cruzes suásticas e emojis à mistura, os piratas turcos invadiram várias contas no Twitter, entre as quais as da Amnistia Internacional, do ministério francês da Economia ou até da BBC norte-americana.
Com cruzes suásticas e emojis à mistura, os piratas turcos invadiram várias contas no Twitter, entre as quais as da Amnistia Internacional, do ministério francês da Economia ou até da BBC norte-americana. REUTERS/Kacper Pempel/Files

 Hoje de manhã, piratas turcos invadiram centenas de contas no Twitter. Suspeita-se que os indíviduos são apoiantes do presidente turco, Tayyip Recep Erdogan, sobretudo devido ao facto de terem publicado declarações parecidas com os discursos do chefe de Estado.

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 A crise entre Ancara e Bruxelas não parece estar a perder fulgor e, hoje de manhã, chegou à Internet. Com cruzes suásticas e emojis à mistura, os piratas turcos invadiram várias contas no Twitter, entre as quais as da Amnistia Internacional, do ministério francês da Economia ou até da BBC norte-americana. Em turco, publicaram em todas as contas a mesma declaração: "Alemanha nazi, Holanda nazi. Aqui está uma pequena chapada otomana para vocês. Querem saber o que escrevi? Aprendam turco".

Depois de, nos últimos dias, as relações entre a Turquia e a União Europeia terem azedado, as declarações publicadas no Twitter têm o mesmo teor que muitos dos discursos de altos responsáveis turcos em relação tanto à Alemanha como à Holanda. É nomeadamente devido a isto que se suspeita que, por detrás deste ataque informático, se encontram militantes pró-turcos.

É de sublinhar que, na semana passada, Erdogan afirmou que, tanto a Alemanha como a Holanda, tinham "políticas nazis", em resposta à proibição de comícios de apoio ao chefe de Estado turco nos dois países. Na altura, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, tinha-se mostrado "escandalizado" com as declarações do presidente turco.

Recep Tayyip Erdogan encontra-se actualmente a fazer campanha para um referendo que terá lugar a 16 de Abril e que visa reforçar os seus poderes constitucionais. É neste âmbito que têm sido organizados comícios em seu apoio. 

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