MUNDO

Rex Tillerson encontra-se com Erdogan para discutir a Síria

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Palace/Handout via REUTERS

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, encontrou-se hoje com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Entre os principais temas em cima da mesa, a solução política à guerra na Síria e no Iraque foi um dos mais discutidos.

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O encontro realizou-se numa altura em que as relações entre os dois países se encontram em ponto morto. Ancara condena nomeadamente o apoio de Washington a mílicias curdas no conflito sírio. Isto deve-se nomeadamente ao facto de os curdos quererem a independência relativamente à Turquia, algo que o presidente turco rejeita categoricamente. 

Além disso, reprova também o facto de os Estados Unidos estarem a acolher Fethullah Gülen, membro da oposição turca que se exilou na América, e que Erdogan afirma estar por trás do golpe de Estado falhado de julho do ano passado. Desde então, a Turquia está a pedir a sua extradição. 

Recusando receber qualquer membro da oposição turca, Rex Tillerson quis desviar os temas mais sensíveis da sua visita. De realçar que este encontro ocorre três semanas antes de um referendo que visa mudar a Constituição da Turquia de maneira a que o chefe de Estado adquira mais poderes. A oposição considera que, caso o "sim" vença, Erdogan terá as portas abertas para passar medidas cada vez mais autoritárias. 

O principal tema deste encontro foi, assim, a guerra contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A Turquia, que se encontra na NATO, tem levado a cabo operações com a Rússia, nomeadamente na região de Alepo, algo que está a gerar alguma indignação nos Estados membros da Organização Atlântica. Erdogan, no entanto, afirmou nomeadamente que estava disposto trabalhar com os seus aliados mas sem os curdos. 

Já Rex Tillerson, à saída do encontro,  afirmou que "quem vai decidir o futuro de Bachar Al Assad é o povo sírio". É assim a primeira vez que a administração Trump toma  partido relativamente à solução política na Síria. Esta parece ter mudado relativamente à da administração de Barack Obama, que dizia que o futuro da Síria só era possível sem Bachar Al Assad.

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