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A China no meio da tensão entre Washington e Pyongyang

Áudio 08:31
O Presidente Chinês apelou o seu homólogo americano à contenção.
O Presidente Chinês apelou o seu homólogo americano à contenção. REUTERS/Toby Melville/Lucas Jackson/File Photos

Depois de os Estados Unidos terem anunciado no começo da semana que iam posicionar a sua marinha junto à península coreana, Pyongyang respondeu dizendo que a "Coreia do Norte está pronta para a guerra". Entretanto, Donald Trump aumentou a parada via Twitter dizendo que "A Coreia do Norte quer problemas. Se a China decidisse ajudar, seria fantástico. Senão, vamos resolver o problema sem eles! U.S.A."

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Apesar de Pequim apelar tanto os Estados Unidos como Pyongyang à contenção, o desfecho desta escalada é imprevisível. Embora a China seja a aliada tradicional da Coreia do Norte, o regime de Xi Jinping tem mostrado sinais de que não vai seguir Kim Jong-Un em todas as suas iniciativas. Pyongyang tem procedido a 5 ensaios de armamento nuclear desde 2006, dois dos quais no ano passado e o último no passado 5 de Março. Receia-se que possam ocorrer mais, nomeadamente no próximo 15 de Abril, dia em que a Coreia do Norte celebra os 105 anos do nascimento do fundador do regime Kim Il-Sung.

Para Carlos Gaspar, director do Instituto Português de Relações Internacionais, é difícil avaliar qual será a capacidade de Pequim influenciar Pyongyang no sentido de evitar um conflito.
 

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