CHINA

China: morte de um símbolo de contestação

Activistas pró democracia em luto pela morte de Liu Xiaobo em Hong Kong, a 13 de Julho de 2017.
Activistas pró democracia em luto pela morte de Liu Xiaobo em Hong Kong, a 13 de Julho de 2017. REUTERS/Bobby Yip

Morreu hoje com apenas 61 anos Liu Xiaobo, opositor chinês e Prémio Nobel da paz de 2010, vítima de cancro no fígado. As homenagens chegam de muitas latitudes.

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Nasceu na província de Jilin, no nordeste da China em 1955, tendo-se ali formado em literatura.

Em 1982, já em Pequim, começa uma pós graduação acabando por ficar com uma cátedra de professor.

Em 87 publica a sua primeira obra sobre filosofia e estética, colabora com as universidades de Oslo, Hawai e Columbia de Nova Iorque.

Em 89 em plena revolta estudantil de Tiannamen regressa à China, entra em dissidência desde então.

Em 96 é preso devido a um abaixo assinado apelando a uma aliança entre o partido comunista e o partido nacionalista em Taiwan.

Acaba por voltar à prisão desde 2008 por subversão, na sequência da sua "Carta 08" que apelava à democratização da China.

Em 2010 é-lhe atribuído o Prémio nobel da paz e nem a sua esposa foi autorizada a ir a Oslo para receber o galardão, colocado em cima da uma cadeira vazia.

Teria sido só a 23 de Maio que lhe tinha sido diagnosticado um cancro no fígado em estado avançado.

Acabaria por ser solto em meados de Junho para ser hospitalizado, mas a China impediu que ele seguisse para o estrangeiro para tratamento médico.

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