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Coreia do Norte / Estados Unidos

Coreia do Norte diminui a pressão sobre os Estados Unidos

O Presidente Kim Jong-Un com generais do comando estratégico do seu país neste 15 de Agosto de 2017.
O Presidente Kim Jong-Un com generais do comando estratégico do seu país neste 15 de Agosto de 2017. KCNA/via REUTERS
Texto por: Liliana Henriques
3 min

O Presidente da Coreia do Norte anunciou hoje que suspende por enquanto o seu projecto de atirar mísseis contra a ilha de Guam na parte ocidental do Oceano Pacífico onde se encontram duas importantes bases militares americanas, mas avisou que iria em frente em caso de "acções irresponsáveis" por parte dos Estados Unidos.

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Ao anunciar que deixa por enquanto de parte esta ameaça, Kim Jong-Un referiu que iria "observar um pouco mais o comportamento idiota e estúpido dos americanos". O Presidente norte-coreano declarou ainda que "se os Estados Unidos persistirem nas suas acções irresponsáveis e perigosas na península coreana", a coreia do norte irá tomar "as medidas anunciadas" na semana passada. Para Kim Jong-Un, "é necessário que os americanos decidam os primeiros de uma opção apropriada". Por sua vez, os Estados Unidos, pela voz de seu Secretário de Estado Rex Tillerson, declararam que permanecem abertos ao diálogo mas que isso depende do líder norte-coreano.

Para especialistas, o discurso de Pyongyang traduz uma diminuição da pressão, depois de dias de forte tensão. A China que tem apelado activamente para a calma e o diálogo, considerou que a crise atingiu um "ponto de viragem" e que está na altura de regressar à mesa das conversações, "em vez de lançar óleo sobre a fogueira", referindo-se ao 21 de Agosto, data em que começam os próximos exercícios militares que a Coreia do Sul e os Estados Unidos fazem conjuntamente em larga escala todos os anos. Estas manobras conjuntas provocam invariavelmente a ira de Pyongyang que vê nelas um ensaio para uma invasão do território norte-coreano, o que tanto Washington como Seul desmentem.

Já no passado, Pyongyang chegou a propor uma moratória sobre os ensaios nucleares e testes de mísseis em troca da anulação desses exercícios conjuntos, isto com o apoio da China, mas até agora esse compromisso tem sido rejeitado. Doravante, também poderia pesar na balança a situação dos cerca de 162 mil habitantes da ilha de Guam cujas autoridades hoje não esconderam o seu alívio perante o recuo de Kim Jong-Un.

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