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Portugal

Portugal: hoje foi dia de eleições autárquicas

Bandeira de Portugal
Bandeira de Portugal Parlamento português
Texto por: RFI
4 min

Portugal, hoje foi dia de eleições autárquicas, nas quais 9,4 milhões de eleitores foram chamados a votar, para escolher os autarcas de 308 câmaras municipais e de 3.902 frequesias.

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As eleições autárquicas são tradicionalmente marcadas pela abstenção, mas às 17 horas locais a taxa de participação era de 44%, ou seja superior à das últimas eleições locais em 2013.

João Pedro Vitória, correspondente em Lisboa

O socialista Fernando Medina foi eleito presidente da câmara de Lisboa e o independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS/PP e pelo MPT foi reeleito para a do Porto, segundo as primeiras projecções.

Nas eleições autárquicas são milhares, os eleitos: presidentes de câmara e de juntas de freguesia, sem falar das assembleias municipais. Mas o resultado da votação de hoje vai ter leituras de âmbito nacional.

Mas porque esta é a primeira vez que os eleitores são chamados às urnas desde que o país é governado pela “Geringonça” os resultados vão ter leituras e consequências a nível nacional.

É que   recorde-se   o Partido Socialista, que governa Portugal com o apoio parlamentar do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, não foi o vencedor das eleições legislativas de há 2 anos: a coligação de Direita entre sociais-democratas e centristas conseguiu mais votos e mais 20 deputados, mas falhou a maioria.

Por isso importa estar hoje atento ao resultado obtido pelo Partido Comunista, a terceira maior força política local, que governa 34 municípios: se perder representação, vai o PCP dificultar a vida ao Primeiro-Ministro socialista António Costa, para recuperar apoio popular?

E o que vai acontecer ao PSD? Há quatro anos, durante o resgate do FMI a Portugal, o partido que então governava o país teve um dos piores resultados de sempre em eleições locais... E se é expectável que melhore essa marca neste domingo, quão grande vai ser a sua derrota na capital, Lisboa, onde os sociais democratas apresentaram uma candidata de terceira linha?

Em Lisboa, precisamente, que peso nacional vai reclamar para si o partido conservador CDS-PP, o único cujo candidato é o líder da força política?

A ver vamos !

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