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Espanha

Madrid torna a exigir esclarecimentos da Catalunha

Carles Puigdemont apelou os seus concidadãos a "posicionar-se claramente contra a violência"  num discurso ontem em Barcelona.
Carles Puigdemont apelou os seus concidadãos a "posicionar-se claramente contra a violência" num discurso ontem em Barcelona. REUTERS/Ivan Alvarado
Texto por: Liliana Henriques
3 min

Findo hoje o prazo concedido por Madrid para o presidente do governo regional da Catalunha esclarecer se na passada terça-feira declarou ou não a independência daquele território, Carles Puigdemont respondeu com um apelo ao diálogo e reclamou um encontro de urgência com o chefe do governo espanhol.

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Ao referir que a “sua prioridade é o diálogo nos dois próximos meses”, o Presidente do governo regional da Catalunha vincou que “o mandato democrático” concedido pelo povo catalão para “declarar a independência” estava “suspenso”, o que demonstra a seu ver “a sua firme determinação em procurar uma solução e evitar o confronto”.

Esta não foi contudo a interpretação de Mariano Rajoy que ao reiterar a exigência de um esclarecimento, estendeu até quinta-feira o prazo para isso suceder. “A persistência na confusão é incompreensível” comentou por sua vez a vice-presidente do governo espanhol Soraya Saenz de Santamaria. “Não era muito difícil dizer se sim ou não tinha declarado a independência. Esta era a pergunta que tinha sido feita. Penso que não era uma resposta complicada”, acrescentou esta responsável.

Neste sentido, o chefe do governo espanhol advertiu que se até quinta-feira não houver resposta satisfatória, Puigdemont será “o único responsável pela aplicação da Constituição”, em referência à aplicação do artigo 155°da Constituição espanhola que, após um voto no senado, prevê a suspensão total ou parcial da autonomia da Catalunha.

Perante este cenário de crescente crispação, os dirigentes europeus avessos a eventuais veleidades de independência no seio dos seus respectivos territórios, mas também os meios empresariais têm apelado o governo regional da Catalunha a voltar atrás nas suas pretensões, numa altura em que um número importante de empresas já começou a fugir da região. Do outro lado do xadrez político, o Presidente da região está igualmente sob a pressão das poderosas associações independentistas da região e da CUP, Candidatura de Unidade Popular, pequeno partido de extrema-esquerda aliado incontornável de Puigdemont no governo regional, que têm apelado a uma declaração de independência inequívoca.
 

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