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Estados Unidos

Ásia à espera da visita do presidente americano Trump

Presidente americano, Trump, inicia, 3 de novembro, visita de 11 dias à Ásia
Presidente americano, Trump, inicia, 3 de novembro, visita de 11 dias à Ásia JIM WATSON / AFP
Texto por: João Matos
6 min

Primeira visita à Ásia do presidente americano, Donald Trump, sob clima de tensão dos testes nucleares da Coreia do Norte, iniciada, esta sexta-feira e durará até 14 de novembro, ocasião para participar na cimeira da Ásia oriental, com parceiros como o Japão, Austrália, Filipinas ou a Coreia do Sul, mas também, dialogar directamente com os seus homólogos da China e da Rússia.

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O presidente americano, Donald Trump, viajou, esta sexta-feira, (3) para a Ásia na sua primeira visita que passa por uma passagem pelo estado americano de Hawai seguindo depois para Japão, Coreia do Sul, China, Vietname e Filipinas.

Esta visita de 11 dias de Donald Trump, acontece acontece num clima de tensão com a Coreia, que entretanto, baixou de intensidade nas últimas semanas.

Mas antes do avião Air Force One, voar da base militair de Andrews, em Maryland, o presidente americano, declarou à imprensa, pensar "que a viagem será coroada de sucesso".

"Vamos falar de trocar comerciais e com certeza sobre a Coreia do Norte; há muita boa vontade sobre esta questão", acrescentou Donald Trump.

O chefe de Estado americano, vai ficar um dia suplementar nas Filipinas, para poder participar na cimeira da Ásia oriental de 14 de novembro que reúne os Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Rússia.

Um dos objectivos centrais deste périplo mais longo de um presidente americano à Ásia nos últimos 25 anos é o de reforçar a determinação internacional  em "isolar o regime norte-coreano", sublinhou, por seu lado, o general McMaster, conselheiro da segurança nacional.

Os testes nucleares levados a cabo pelo Presidente norte-coreano, Kim Jong-un,  preocupam a comunidade internacional, mas o primeiro teste atómico da Coreia do Norte, data de 2006.

Donald Trump, que prometeu "fogo e ira" a Pyongyang, adoptará, durante este périplo, uma linguagem mais diplomática?

O seu conselheiro nacional de segurança, disse à imprensa, que o presidente, utilzará a linguagem que quiser.

Mas, Donald Trump, que declarou haver "boa vontade" para resolver a questão norte-coreana, saberá, certamente, como falar com o presidente chinês, Xi Jinping, que acaba de ser reeleito por mais 5 anos, no congresso do Partido comunista chinês.

Trump, que começou a sua presidência por se retirar do acordo de comércio livre Ásia-Pacífico, TTP, concebido para contrabalançar a influência crescente da China, sabe, também, que destabilizou outros países, inclusivamente, parceiros, como o Japão.

Outro encontro muito esperado durante a cimeira da Ásia oriental é o de Trump com o presidente russo, Putin, numa altura em que os seus detractores, relançaram o escândalo de interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016.

Trump, repetiu que a Rússia não interveio para lhe ajudar a ganhar as eleições presidenciais, mas quererá esclarecimentos de Vladimir Putin, sobre ingerência na Convenção democrática ou a venda de 20% de urânio americano à Rússia durante a presidência de Obama e sua chefe da diplomacia Hillary Clinton.

O presidente russo, Vladimir Putin, antigo agente do KGB, certamente, continuará a desmentir e pedirá provas concretas sobre qualquer destas questões.

Muitos assuntos, alguns explosivos, durante esta visita à Ásia do presidente americano, Donald Trump, talvez, o presidente americano, mais criticado de todos os tempos, quer a nível interno do país, quer a nível internacional.

João Matos sobre visita à Ásia de Donald Trump

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