Arábia Saudita

Purga na hierarquia saudita

O príncipe herdeiro Mohammad Bin Salman (centro).
O príncipe herdeiro Mohammad Bin Salman (centro). Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout via REUTER

Na Arábia Saudita, horas depois de o rei Salman ter anunciado a constituição de uma comissão de combate à corrupção, onze príncipes e dezenas de antigos ministros e quatro actuais governantes foram detidos.

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O príncipe herdeiro reforçou os seus poderes com a liderança da comissão anti-corrupção e com o afastamento de ministros. No total foram onze príncipes, quatro ministros em funções e dezenas de antigos governantes que foram presos depois do decreto real que criou uma comissão anti-corrupção chefiada pelo príncipe herdeiro, Mohammad Bin Salman.

A comissão tem o direito de investigar, prender, proibir viagens, congelar contas, monitorizar recursos de pessoas envolvidas em práticas de corrupção.

No mesmo dia, o rei Salman demitiu dois ministros e o comandante das forças navais. O ministro da Guarda Nacional, Mutaib bin Abdullah, favorito do falecido rei Abdullah, foi afastado. O príncipe Mutaib foi o último membro do ramo Abdullah a ocupar uma posição superior na estrutura do poder saudita.

O ministro da Economia e do Planeamento Adel Fakieh também foi demitido. Adel Fakieh foi responsável pela execução de reformas económicas do reino desde a sua nomeação em 2015.

As mudanças são vistas como um passo na consolidação do controlo do príncipe herdeiro Mohammad Bin Salman sobre as três instituições de segurança armadas do reino, que há muito eram lideradas por ramos separados da família real saudita.

Ouça a Crónica sobre a Arábia Saudita.

Crónica de Marco Martins

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