Estados Unidos

Primeiro aniversário da eleição de Trump

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos. ©REUTERS/Kevin Lamarque

Fez hoje um ano que o republicano e magnata do imobiliário Donald Trump foi eleito 45° Presidente dos Estados Unidos contrariando todos os prognósticos que davam a sua adversária democrata Hillary Clinton como favorita na corrida para a Casa Branca. No dia 8 de Novembro de 2016, à medida que os resultados provisórios iam sendo divulgados, o avanço da candidata democrata foi-se tornando cada vez menor até Trump se impor: dos cerca de 136 milhões de americanos que se pronunciaram, uma maioria designou 304 grandes eleitores a favor de Trump contra apenas 224 a favor de Clinton.

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Passados dois meses durante os quais Donald Trump se preparou a suceder a Barack Obama que estava no poder desde 2008, o doravante Presidente tomou posse em Janeiro com promessas eleitorais bem presentes na sua agenda, nomeadamente anular o dispositivo do Obamacare ou ainda adoptar leis mais restritivas em matéria de imigração e erguer um muro entre o seu país e o México. Um ano depois, Kevin Costa, politólogo ligado à Universidade de Massachusetts, refere que o Presidente tem tido poucos êxitos nessas matérias.

Kevin Costa, politólogo da Universidade do Massachusetts

O primeiro aniversário da eleição de Trump coincide com a realização ontem de eleições intercalares para os postos de governadores nos Estados de Virgínia e New Jersey, assim como eleições locais na Carolina do norte, New Hampshire, o Estado de Washington e ainda nas cidades de Boston e Nova Iorque onde os candidatos democratas venceram. No Estado da Virgínia nomeadamente, onde se esperava já uma vitória do campo democrata, o resultado do candidato desse partido que alcançou 53,7% dos votos não deixou contudo de causar surpresa. Ao sublinhar que alguns candidatos republicanos nestas eleições retomaram alguns argumentos de Trump, Kevin Costa considera que este escrutínio serviu para mostrar os limites desse discurso.

Kevin Costa, politólogo da Universidade do Massachusetts

No espaço dos seus primeiros meses de mandato, Donald Trump decidiu alterar a política externa do seu país passando a privilegiar negociações bilaterais em vez do multilateralismo, anunciou em Junho saída dos Estados Unidos do acordo de Paris sobre o Clima, tem vindo a questionar a sua participação no Acordo sobre o nuclear iraniano e enveredou para a escalada verbal com a Coreia do Norte.

Criticado a nível externo pelo seu estilo que contrasta com os anteriores Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump tem vindo igualmente a ser questionado sobre as suas alegadas ligações com a Rússia. Desde a sua eleição, o Presidente americano é suspeito de ter beneficiado de uma suposta influência russa no escrutínio e, nos últimos dias, as investigações nesta matéria têm feito emergir possíveis elos entre alguns dos seus conselheiros directos e Moscovo. Ao considerar que a Rússia tem capacidade para influenciar uma votação, o politólogo Kevin Costa refere contudo não acreditar que este seja o único factor que contribuiu para a eleição de Trump.

Kevin Costa, politólogo da Universidade do Massachusetts

Refira-se que este aniversário da eleição de Donald Trump acontece quando o Presidente se encontra em plena digressão pela Ásia, mas também numa altura em que a nível interno, foi apresentado há dias na Câmara dos Representantes o seu projecto de reforma fiscal que prevê diminuições gerais de impostos, um plano que de acordo com observadores tem sérias hipóteses de ser adoptado.

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