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O "carniceiro da Bósnia" condenado à prisão perpétua

Ratko Mladic perante oTPIJ em 2011.
Ratko Mladic perante oTPIJ em 2011. REUTERS/Martin Meissner

Reunido em Haia, o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) condenou Ratko Mladic à prisão perpétua depois de o ter considerado culpado por mais de 10 crimes de guerra, incluindo genocídio e crimes contra a humanidade.

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O antigo chefe militar sérvio-bósnio Ratko Mladic, 74 anos, que comandou as tropas por detrás de algumas das maiores atrocidades cometidas durante a guerra na Guerra da Bósnia de 1992-1995, foi condenado por dez dos 11 crimes de guerra de que era acusado – duas acusações de genocídio, quatro por crimes de guerra e cinco de crimes contra a Humanidade – todos eles cometidos durante a guerra da Bósnia na qual morreram milhares de civis, incluindo crianças e idosos.

Ao longo de quatro anos, o Tribunal Penal Internacional para-a ex-Jugoslávia (TPI-J), em Haia, ouviu cerca de 600 testemunhas. Mladic foi declarado culpado de ter promovido uma “limpeza étnica” de parte da Bósnia com o objectivo de constituir um estado sérvio "etnicamente puro".

O episódio mais negro do conflito aconteceu em Julho de 1995, na cidade de Srebrenica, no nordeste da Bósnia quando mais de 7000 homens e rapazes muçulmanos foram assassinados após a conquista daquela localidade por uma brigada do Exército bósnio-sérvio. Este massacre tinha ocorrido sob as instruções de Ratko Mladic.

Em 1993, as Nações Unidas tinham declarado Srebrenica como uma “zona segura” mas as forças de protecção da ONU (UNPROFOR) não foram capazes de suster a investida e cerca de 30 mil mulheres e crianças foram deslocadas à força, torturadas, violadas ou igualmente mortas.

Aquele que é conhecido como o "carniceiro da Bósnia" teve de ser retirado do recinto do tribunal por estar a gritar durante a leitura da sentença.

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