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Submarino desaparecido : Buenos Aires abre inquérito à Marinha

A espera dos familiares da tripulação do submarino Ara San Juan.
A espera dos familiares da tripulação do submarino Ara San Juan. REUTERS/Marcos Brindicci

Na Argentina, continuam as buscas pelo submarino "ARA San Juan", desaparecido na quarta-feira da semana passada com 44 tripulantes a bordo.

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As chances de se encontrar o submarino "ARA San Juan" tornam-se mais escassas depois de se conhecer, no dia de ontem, a pista de uma explosão a bordo ter ganho cada vez mais peso.

O porta-voz da marinha argentina, Enrique Baldi, afirmou nomeadamente que, três horas depois do desaparecimento do submarino, foi registada "uma anomalia hidro-acústica" que "se deveu a um acontecimento curto, anormal e violento correspondente a uma explosão".

O desespero tomou assim os familiares dos desaparecidos que, diante da base da marinha, rompreram em choros. Em declarações à agência noticiosa France Presse, um antigo comandante de submarinos afirmou que, em caso de explosão, "é quase impossível encontrarem-se sobreviventes".

Ainda assim, continuam cerca de 4000 pessoas à procura do submarino, no que corresponde a uma verdadeira corrida contra o relógio, já que as reservas de oxigénio do submarino só duram entre sete e 10 dias. São, aliás, vários os países a fornecerem apoio logístico à Argentina, entre os quais se encontra a França e os Estados Unidos.

De realçar que o "ARA San Juan" desapareceu na quarta-feira da semana passada, a 400km da costa da Patagónia. Na sua última comunicação, o submarino assinalou que tinha um problema nas baterias.

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