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Honduras

Honduras expectante depois das presidenciais

Mesa de voto em Tegucigalpa, capital do Honduras, a 26 Novembro de 2017.
Mesa de voto em Tegucigalpa, capital do Honduras, a 26 Novembro de 2017. ©REUTERS/Jorge Cabrera
Texto por: Liliana Henriques
2 min

Cerca de 6 milhões de eleitores foram chamados às urnas este Domingo para eleger o seu Presidente por um mandato de 4 anos, num escrutínio com uma única volta. Na corrida estão 9 candidatos, entre os quais o Presidente cessante, o conservador Juan Orlando Hernandez, 49 anos, e um jornalista de televisão que acaba de se lançar na política à frente da coligação dos partidos de esquerda Alianza de Oposicion contra la Ditadura, Salvador Nasralla, 64 anos.

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De acordo com os resultados preliminares anunciados nesta madrugada pelo Tribunal Supremo Eleitoral baseando-se na contagem de 57% dos boletins, o Presidente cessante está creditado com 40,21% dos votos, sendo ultrapassado pelo candidato de esquerda Salvador Nasralla que tem contabilizado até ao momento um pouco mais de 45% dos votos. A demora das autoridades em divulgar as primeiras estimativas, alimentou alguma especulação sobre o decorrer do processo, ambos os candidatos na dianteira da corrida presidencial tendo reivindicado a vitória.

É que estas eleições têm estado desde o começo colocadas sob alta tensão, a decisão de o Tribunal Constitucional autorizar a candidatura do actual Presidente tendo sido alvo de críticas, uma vez que a Constituição do país lhe proíbe qualquer reeleição. O partido do Presidente, chegado ao poder em 2013 em condições contestadas pela esquerda, controla todos os pelouros do poder incluindo o poder judicial, o que permitiu esta decisão do Tribunal Constitucional que a oposição qualificou de "manobra".

Perante o receio de fraudes, num país minado pela miséria e a criminalidade, com uma das mais altas taxas de homicídios a nível mundial, a tensão em torno destas eleições é grande, tanto mais que dois candidatos, nomeadamente o candidato de esquerda Salvador Nasralla, já avisaram que não iriam aceitar uma eventual reeleição de Juan Orlando Hernandez.

Até ao momento, nenhum dos 16.000 observadores que fiscalizaram o escrutínio denunciou quaisquer incidentes de vulto. Inácio Faria, eurodeputado que integra a delegação de 600 observadores da União Europeia, destaca a forma ordeira como, a seu ver, os Hondurenhos foram votar.

Inácio Faria, eurodeputado que integra missão de observadores da UE no Honduras

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