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Rússia não vai cortar relações com a Coreia do Norte

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov e o homólogo chinês, Wang Yi.
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov e o homólogo chinês, Wang Yi. AFP

A embaixadora norte-americana pediu à China que interrompa o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte. Pequim insiste no apelo ao diálogo depois de o regime norte-coreano ter testado um míssil balístico intercontinental, alegadamente, capaz de atingir todo o território dos EUA.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se, ontem à noite, de emergência depois de Pyongyang ter lançado um novo míssil.

A última resolução de sanções da ONU, em Setembro, impôs uma restrição no fornecimento de petróleo à Coreia do Norte.

No entanto, a embaixadora norte-americana denunciou que “Pyongyang continua a obter produtos petrolíferos através de transferências entre navios no mar" e pediu à China para interromper esse fornecimento.

Pequim, principal aliado diplomático e maior parceiro comercial de Pyongyang, defende a solução da mútua suspensão como “a única opção viável”, uma proposta recusada por Washington.

O embaixador adjunto da China na Nações Unidas afirmou que a máxima prioridade para todas as partes envolvidas na península coreana é exercerem contenção e empenharem-se no rápido reinício do diálogo e das negociações.

Por seu turno, a Rússia rejeitou hoje o apelo dos Estados Unidos para cortar o comércio e os laços diplomáticos com a Coreia do Norte e acusando Washington de querer "provocar" Pyongyang.

O regime de Kim Jong-Un garantiu que o míssil lançado ontem é capaz de transportar uma grande ogiva nuclear até qualquer ponto dos Estados Unidos. Washington respondeu e alertou para as consequências de uma guerra na península coreana.

Este novo teste balístico norte-coreano foi o primeiro dos últimos dois meses e meio e foi autorizado e testemunhado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

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