Acesso ao principal conteúdo
França/Sírio

"A Síria não se resume a Assad"

Emmanuel Macron, chefe de Estado francês
Emmanuel Macron, chefe de Estado francês REUTERS/Philippe Wojazer
Texto por: RFI
3 min

O Presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou de “inaceitáveis” as críticas de Bachar al- Assad que acusou ontem a França de “apoio ao terrorismo”.

Publicidade

“Nós fomos coerentes desde o início” ao lutar contra o nosso único inimigo “ Daesh”, declarou o chefe de Estado francês.

Emmanuel Macron respondia desta forma ao Presidente Bashar al-Assad que acusou a França de "estar a apoiar o terrorismo". “É por isso que considero as declarações inaceitáveis” porque “ se alguém combateu e pode ganhar daqui até Fevereiro é a coligação internacional”, referiu.

“O povo sírio tem um inimigo, ele chama-se Bachar. É uma realidade”, prosseguiu, evocando que milhares de sírios tiveram de fugir do país após a revolta reprimida em 2011, no decorrer das primaveras árabes.

Emmanuel Macron lembrou que o sucesso das negociações para a paz está dependente da implicação de todas as partes no processo. “Trata-se de um processo onde estará representado Bashar al-Assad, uma vez que ele continua a dirigir o país (…) mas é indispensável que toda a oposição esteja presente e que nós tenhamos um processo político e eleitoral que permita ao povo sírio exprimir-se”, acrescentou.

O Presidente francês disse que a Síria não se resume apenas a Bashar al-Assad  mas, que não se pode pensar num processo de paz duradoura ou numa solução política sem os sírios, nem a Síria. Macron aproveitou ainda a ocasião para denunciar as “potências estrangeiras que querem impor uma paz”, concluiu.

Bachar al-Assad disse ontem que a França foi o porta-estandarte do apoio ao terrorismo na Síria desde o início do conflito. O Presidente sírio referia-se apoio dado por Paris aos rebeldes que lutaram contra o seu regime desde 2011 e que Damasco considerou tratarem-se de "terroristas".

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves le Drian, também respondeu a Assad a partir de Washington, referindo que “quando passamos o tempo a massacrar o seu povo, geralmente somos um pouco mais discretos”.

O último ciclo de negociações organizado sob a égide da ONU, entre o regime e a oposição síria, terminou na semana passada em Genebra sem que tenha havido qualquer avanço.

Desde 2011 que o conflito sírio já provocou mais de 340.000 de mortos e milhões de deslocados e refugiados.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.