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Alemanha

Congresso do SPD viabiliza governo de coligação na Alemanha

A fase de negociações para governo de coligação entre a chanceler alemã, Angela Merkel da CDU e o líder do SPD, Martin Schulz.
A fase de negociações para governo de coligação entre a chanceler alemã, Angela Merkel da CDU e o líder do SPD, Martin Schulz. REUTERS/Fabrizio Bensch
Texto por: João Matos
2 min

O partido social-democrata, SPD, reunido, este domingo, em congresso, em Bona, votou a favor de um governo de coligação com a CDU-CSU, na Alemanha, liderado pela chanceler, Angela Merkel. Está assim aberta a via para negociações formais para uma nova grande coligação na Alemanha, sem governo, desde as eleições de setembro do ano passado.

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O Congresso dos sociais-democratas alemães, deste domingo, (21) em Bona, votou viabilizando negociações formais para um governo de grande coligação, SPD/CDU-CSU, a ser chefiado pela chanceler, Angela Merkel.

O congresso que reuniu hoje em Bona 600 delegados, votou, no fim de um debate, por 362 votos SIM, 279 votos NÃO e 1 abstenção, a participação do SPD no governo da grande coligação com os conservadores da CDU-CSU.

Recorda-se que a CDU-CSU tinha assinado a 12 de janeiro um acordo de princípio com o SPD, para uma grande coligação, permitindo a formação do governo na Alemanha, que estava numa situação de indefinição desde as útimas eleições que deram apenas uma maioria relativa à chanceler Angela Merkel e seus parceiros.

A União europeia que estava à espera do desfecho deste congresso do SPD, reagiu imediatamente, com a comissão europeia a saudar "uma muito boa notícia" para a Europa, após a luz verde dos sociais-democratas alemães a uma coligação com a chanceler Angela Merkel.

O socialista francês, Pierre Moscovici, comissário europeu para assuntos económicos, tuítou, saudando o "sentido de responsabilidade do SPD, que votou pela continuação das negociações duma coligação com a CDU-CSU".

Por seu lado, o presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu no Eliseu, esta semana, a chanceler Angela Merkel, tuítou, poucas horas antes do desfecho do congresso do SPD que "amizade franco-alemã interessa a todos", ilustrado por um vídeo conjunto com a chanceler alemã.

Oiçamos a análise do economista angolano, Domingos Luvumbo, que reside, em Munique, feudo da CSU, ramo mais conservador da CDU, sobre as razões deste SIM dos delegados ao congresso do SPD e sobre o futuro político alemão.

Domingos Lumvumbo, economista angolano, em Munique, sobre futuro governo alemão

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