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Lusofonia presente no Festival de Berlim

Áudio 12:37
David Pinheiro Vicente, jovem realizador português.
David Pinheiro Vicente, jovem realizador português. Berlinale
Por: RFI
17 min

David Pinheiro Vicente e Sandro Aguilar são dois jovens realizadores portugueses presentes com filmes em exibição no Festival de cinema de Berlim."Onde o verão vai" e "Mariphasa" foram as películas em questão. Acompanhe aqui a reportagem de Rui Martins em Berlim. 

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Davide Pinheiro Vicente é originário da Ilha portuguesa da Terceira, nos Açores, ele acaba de obter a licenciatura da Escola de Teatro e Cinema de Lisboa. Com apenas 21 anos o jovem realizador apresentou no Festival de cinema de Berlim o seu filme "Onde o Verão vai".

Ele é um dos mais jovens realizadores presentes este ano no Festival de Cinema de Berlim, pois o seu filme de conclusão de curso "Onde o Verão Vai", foi seleccionado para a competição internacional das Curtas Metragens, tendo como actores colegas de curso de cinema.

Uma visão barroca e bucólica das relações entre os jovens num bosque, onde encontram uma cobra, numa referência à lenda bíblica do Jardim do Éden, onde uma cobra convenceu a mulher a desobeder e a obter o livre arbítrio para a humanidade.

Enquanto se prepara para a vida de realizador, David Pinheiro Vicente está também a preparar um mestrado em Estética, em Lisboa.

 

Mariphasa
Mariphasa Berlinale

Por seu lado o realizador português Sandro Aguilar exibiu no Festival de cinema de Berlim o filme Mariphasa, na mostra Fórum.

Realizado como um tradicional filme de arte português, Sandro Aguilar considera difícil descrever em palavras, num resumo, o seu filme Mariphase: "contar as linhas principais do argumento", diz ele, "não traduz a experiência exibida pelo filme, no qual em 90 minutos se procura suspender a possibilidade de um acontecimento."

Mariphasa, o título do filme, explica Sandro, quer dizer acção, transformação, movimento, no que consiste justamente a maior parte do desenrolar do filme, onde existe a possiblidade de alguma coisa acontecer, mas é impedida de ocorrer durante todo o filme.

Sandro Aguilar já realizou 14 curtas-metragens, bem diferenciadas tanto no formato como nos cenários, com personagens ou sem personaagens, e Mariphasa é sua segunda longa-metragem. A primeira foi concluída há oito anos.

Como realizador com um filme seleccionado é a primeira participação de Sandro Aguilar na Berlinale, porém já veio, enquanto jovem cineasta, participar na mostra dos Talentos.

Houve também participações indirectas como produtor ou montador de outros filmes portugueses seleccionados.

A sua formação como realizador foi na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, tendo começado imediatamente a realizar filmes seus ou de seus colegas de escola, tanto na produção como na montagem.

Para Sandro, o cinema português vai bem, embora exista sempre o problema do financiamento, sempre poucas verbas disponíveis.

Tem havido necessidade de uma lei que regule a administração do dinheiro destinado ao cinema e solucione os problemas vividos pelos produtores e realizadores cinematográficos.

Uma necessidade de reconhecimento pelos responsáveis políticos, visto o óptimo desempenho do cinema português desde os anos 60, nos festivais de cinema de todo mundo, levando consigo a imagem e a cultura portuguesa.

Sandro não tem ideia precisa sobre a sua próxima curta ou longa metragem, mas mantém aberta essa possibilidade, desde que lhe surja a oportunidade de criar um filme dentro dos critérios e da liberdade que julga essencais.

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