Estados Unidos

Estados Unidos: 500.000 jovens desfilam contra portes de armas

Alfonso Calderón, um dos autodenomidados "sobreviventes" do tiroteio no liceu de Parkland, na Flórida.
Alfonso Calderón, um dos autodenomidados "sobreviventes" do tiroteio no liceu de Parkland, na Flórida. REUTERS/Eric Thayer

São hoje esperados cerca de 500.000 jovens nas ruas de Washington, onde terá lugar uma manifestação contra o porte legal de armas. Com a palavra de ordem "Isto nunca mais!", os jovens procuram mostrar a exasperação contra os sucessivos tiroteios que têm ocorrido, nos últimos anos, nas escolas americanas. 

Publicidade

Dia 14 de Fevereiro de 2017, Nikolas Cruz, antigo aluno expulso da escola por comportamento violento, entrava no liceu de Parkland, na Flórida, e matava 17 alunos. Dias antes, tinha conseguido comprar uma pistola com relativa facilidade.

Após este incidente, vários alunos do liceu em questão, autointitulados de "sobreviventes", decidiram organizar-se para exigir um controlo mais restrito sobre a compra de armas, numa altura em que o Presidente, Donald Trump, propôs que os professores comecem a levar armas para a escola para defenderem os seus alunos. 

Isto desembocou no movimento "Marcha pelas nossas vidas" ("March for Our Lives") que, segundo os organizadores, levará hoje a cabo 800 manifestações em todo o mundo e 500.000 jovens às ruas de Washington. O desfile na capital americana começará diante da Casa Branca e vai terminar no Capitólio. 

Com a palavra de ordem "Isto nunca mais!", os jovens procuram mostrar a exasperação contra os sucessivos tiroteios que ocorrem em escolas americanas. Segundo o Washington Post, desde 1999 mais de 187.000 alunos foram expostos a violências deste género num meio escolar. 

Manifestação apoiada por personalidades de renome

Espera-se também um verdadeiro desfile de estrelas durante a manifestação já que o movimento ganhou também o apoio de várias personalidades mediáticas americanas. George Clooney, Steven Spielberg e Oprah Winfrey ofereceram, cada um, 500.000 dólares para o movimento e vários actores prometeram participar no cortejo de hoje. 

O antigo Presidente Barack Obama, aliás, apoiou também a manifestação, dizendo que é "inspirador ver tantos estudantes inteligentes e corajosos a defender o seu direito à segurança". 

De realçar que morrem cerca de 30.000 pessoas por ano nos Estados Unidos em crimes cometidos através de armas de fogo. A geração de alunos nascidos nos anos 90 e 2000 é, aliás, conhecida como a "geração Columbine", em referência ao massacre que ocorreu em 1999 no qual dois alunos mataram 12 colegas e um professor. Desde então, os crimes desta natureza têm-se sucedido nos Estados Unidos.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI