Acesso ao principal conteúdo
Síria

Síria: Sinais de ofensiva iminente em Idblib

Combatentes rebeldes na província de Idlib. 31 de Agosto de 2018.
Combatentes rebeldes na província de Idlib. 31 de Agosto de 2018. OMAR HAJ KADOUR / AFP
Texto por: RFI
3 min

Na Síria, há sinais de uma ofensiva iminente do exército governamental contra a província de Idlib, apesar dos alertas contra uma eventual “catástrofe humanitária”. O ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Mouallem, reiterou que o governo vai lutar contra a frente jihadista Al-Nosra, em Idlib, “independentemente dos sacrifícios”.

Publicidade

Grupos rebeldes da província de Idlib, no noroeste do país, bombardearam duas pontes que ligam os territórios rebeldes às zonas controladas pelo regime. O objectivo é proteger-se face a uma eventual ofensiva do exército governamental.

De acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o regime de Bashar al-Assad tem estado a concentrar reforços nas imediações de Idlib.

Também há tropas turcas estacionadas na zona. Ancara é contra uma ofensiva síria que poderia provocar um novo afluxo de refugiados para a sua fronteira.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, defendeu, hoje, a ofensiva militar sobre Idlib, o território que tinha classificado como um “abcesso repulsivo que deve desaparecer" e disse que há negociações em curso a nível internacional para criar corredores humanitários para retirar a população.

Idlib é o último grande bastião da revolta contra o presidente sírio Bashar al-Assad, onde estão cerca de 10.000 jihadistas, de acordo com a ONU. 60 % das forças na região são dominadas por uma antiga fileira da Al-Qaeda liderada por Hayat Tahrir al-Cham. Há, ainda, uma grande variedade de grupos rebeldes na região.

Uma ofensiva do regime depende de um acordo entre Moscovo – apoiante de Damasco – e Ancara, apoiante dos rebeldes.

A chanceler alemã, Angela Merkel, tinha pedido a Moscovo para influenciar o governo sírio para evitar uma “catástrofe humanitária”.

O conflito na Síria começou em 2011 com a repressão de manifestações pró-democracia e transformou-se numa guerra que já fez mais de 350 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados.

A 7 de Setembro, em Teerão, no Irão, os presidentes iraniano, russo e turco vão estar reunidos numa cimeira que deverá ser dominada pela situação na Síria.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.