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Suécia

Suécia: Empate eleitoral e subida da extrema-direita

Jornais suecos de 10 de Setembro de 2018 dão conta da incerteza política no país.
Jornais suecos de 10 de Setembro de 2018 dão conta da incerteza política no país. Jonathan NACKSTRAND / AFP
Texto por: RFI
3 min

As eleições legislativas deste domingo na Suécia saldaram-se por um empate eleitoral entre a esquerda e a direita, pela ausência de uma maioria e por uma nova subida da extrema-direita, ainda que inferior ao que indicavam as sondagens. As negociações para formar governo deverão prolongar-se por várias semanas.

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Os resultados provisórios apontam para que a coligação da esquerda - que junta o Partido Social Democrata, no poder, os Verdes e o Partido de Esquerda - tenha obtido 40,6% dos votos. Ou seja, 144 deputados, longe da maioria necessária de 175 assentos parlamentares.

A coligação “Aliança” -- de direita, formada pelos Cristãos-democratas, Liberais, Moderados e Partido do Centro - teria obtido 40,3% dos votos. Isto é, 143 deputados.

Ambos os blocos ficam, assim, aquém da maioria necessária para formar governo.

A extrema-direita dos Democratas da Suécia afirma-se como a terceira força política, com 17,6% dos votos, e passa de 49 a 62 deputados. Um resultado abaixo das expectativas dos seus dirigentes que esperavam alcançar os 20%, mas que poderá dar ao partido, eurocéptico e anti-imigração, um papel de árbitro na composição do próximo governo.

Porém, é pouco provável que os Democratas da Suécia entrem no governo porque as coligações tanto de esquerda quanto de direita excluíram essa hipótese durante a campanha eleitoral.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, apelou a uma cooperação entre os partidos para ultrapassar o impasse político e disse que vai manter-se no cargo.

Ulf Kristersson, o líder dos Moderados, segundo partido mais votado e maior partido da Aliança de direita, pediu a demissão do primeiro-ministro e reclamou o direito de formar governo.

Os resultados definitivos devem ser divulgados no final da semana.

A chegada à Europa, em 2015, de 163.000 requerentes de asilo, ou seja, a maior taxa por habitante na União Europeia, polarizou os eleitores e quebrou o consenso político.  

Bruxelas segue, de perto, as legislativas na Suécia com receios que o eurocepticismo saia reforçado no seio da União Europeia, antes das eleições europeias de Maio de 2019.

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