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França

"Caso Benalla" ensombra rentrée política em França

Alexandre Benalla e o Presidente Emmanuel Macron, no passado dia 12 de Abril.
Alexandre Benalla e o Presidente Emmanuel Macron, no passado dia 12 de Abril. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: Liliana Henriques
3 min

Depois dos deputados, hoje foram os senadores que retomaram o inquérito sobre o caso Benalla que tem envenenado a vida política francesa desde meados de Julho. Na altura, foi revelado que Alexandre Benalla, antigo responsável da segurança do Presidente Macron tinha sido filmado a bater em manifestantes no dia 1 de Maio em Paris. Revelações que levaram à abertura de um inquérito da justiça mas igualmente da Assembleia Nacional, cujo trabalho acabou por ficar desacreditado por ser de maioria presidencial.

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Passada a pausa estival, quando se poderia pensar que este caso estava encerrado, o Senado de maioria republicana, à direita, retomou a investigação, os trabalhos tendo arrancado esta manhã, apesar da polémica em torno dos seus reais objectivos. Ontem a Ministra francesa da justiça, Nicole Belloubet, declarou não ter dúvidas de que esta comissão está a "instrumentalizar politicamente" este caso. Resposta de Philippe Bras, Presidente republicano da comissão de inquérito: "Não sabia que a Senhora Belloubet era advogada do Senhor Benalla".

Mas no jogo de trocas de amabilidades, o que tem merecido todas as atenções, foram as declarações ontem à noite do próprio Alexandre Benalla à radio pública francesa que depois de ter recusado firmemente comparecer perante a comissão de inquérito, acabou por acatar, diante da ameaça de uma queixa passível de dois anos de prisão e uma multa. Ao especificar "estar a ser obrigado" a ir prestar o seu depoimento, Benalla não deixou de tratar de "pequeno marquês" o presidente da comissão de inquérito, comissão que considera "ilícita", o interessado referindo ainda "não ter respeito pelos senadores".

Foi por conseguinte neste ambiente que o Senado encetou as suas audiências hoje com o antigo superior hierárquico do interessado, François-Xavier Lauch que, tal como outros antes dele, apontou o dedo a um "comportamento individual de Benalla", "fora do âmbito das suas funções" junto da presidência. Dentro de alguns dias, será a vez de Benalla falar. Está convocado para o dia 19 de Setembro.

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