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Estados Unidos / Reino Unido

Mais 17 acusações formais dos EUA contra Julian Assange

Julian Assange foi detido no 11 de Abril na embaixada do Equador em Londres onde tinha encontrado refúgio desde 2012.
Julian Assange foi detido no 11 de Abril na embaixada do Equador em Londres onde tinha encontrado refúgio desde 2012. REUTERS/Henry Nicholls
Texto por: Liliana Henriques
4 min

Ontem o Ministério americano da Justiça anunciou ter retido 17 novas inculpações contra o fundador de WikiLeaks, Julian Assange detido no passado 11 de Abril na embaixada do Equador em Londres onde se tinha refugiado desde 2012 para escapar à justiça americana, na sequência da publicação em 2010 pelo seu portal de informação de milhares de documentos confidenciais sobre as actividades do exército americano no Iraque e no Afeganistão.

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Já acusado pelos Estados Unidos de complot com vista a piratear em 2010 um computador do governo americano com a ajuda de Chelsea Manning, antiga analista do exército americano, Julian Assange, actualmente a cumprir no Reino Unido uma pena de prisão de 50 semanas por ter desrespeitado as regras da sua liberdade condicional, enfrenta agora 17 inculpações suplementares por parte da justiça americana que reclama a sua extradição, esta última eventualidade devendo ser abordada em audiência já na semana que vem.

Escudando-se das suas leis contra a espionagem, a justiça americana acusa Assange de ter "ajudado" e "incitado" Chelsea Manning a obter informações confidenciais, de ter conspirado com vista a obter informações classificadas e ter tornado pública a identidade de fontes confidenciais. A este respeito, as autoridades americanas indicam que o Departamento de Estado tinha pedido a Assange para não revelar a identidade dessas fontes, mas que WikiLeaks não deu ouvidos a estas advertências.

"Isto é o fim do jornalismo sobre os assuntos de segurança nacional e o fim da primeira emenda" da Constituição americana que garante a liberdade de expressão, reagiu a organização WikiLeaks nas redes sociais. "Estas acusações sem precedentes demonstram a gravidade da ameaça perante a qual se encontram os jornalistas no seu intento de informar o público sobre as acções encaminhadas pelo governo americano", denunciou por sua vez Barry Pollack, o advogado de Assange. No mesmo sentido, a Repórteres Sem Fronteiras falou, quanto a si, em "ameaça directa à liberdade de imprensa e ao jornalismo de investigação". Mais pormenores aqui.

17 novas inculpações contra Assange

Contudo, para John Demers, responsável das questões de segurança nacional no Ministério americano da Justiça "Julian Assange não é jornalista". Na sua óptica "Nenhum jornalista responsável publicaria em consciência os nomes de fontes confidenciais em zonas de guerra, sabendo que isso iria expô-las a grandes perigos".

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