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Queda das acções revela medo dos mercados argentinos

Argentino retira pesos em banco no distrito financeiro de Buenos Aires, em 30 de Agosto de 2018.
Argentino retira pesos em banco no distrito financeiro de Buenos Aires, em 30 de Agosto de 2018. REUTERS/Marcos Brindicci

O mercado de acções mergulhou quase 37,93% na segunda-feira, 13 de Agosto, depois da derrota de Maurício Macri nas eleições primárias.

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Recessão económica, inflação galopante... Passados três anos e meio da chegada ao poder de Mauricio Macri, a situação económica da Argentina não melhorou, antes pelo contrário.

O Presidente argentino está a pagar um balanço económico desastroso. A economia argentina está a abrandar e está em recessão desde o ano passado: a inflação anual atingiu um pico máximo de 55%, contrariamente ao poder de compra dos argentinos está em queda livre.

Um terço da população vive abaixo do limiar da pobreza

Quase um terço da população vive abaixo do limiar da pobreza. O fecho de empresas é cada vez mais sucessivo, e com isso a perda de postos de trabalho. O desemprego excede oficialmente 10%.

Envolvida numa profunda crise económica, a Argentina pediu ajuda do Fundo Monetário Internacional. Um empréstimo de 57 mil milhões de euros foi concedido no ano passado em troca de um plano de austeridade para recuperar as finanças públicas.

Investimentos públicos reduzidos

Os argentinos sentem um peso fiscal para responder às exigências do FMI, o governo reduziu os investimentos públicos e os subsídios estatais necessários para combater a pobreza.

Mais de três anos depois de chegar ao poder, o Presidente Mauricio Macri, que prometeu renovar as relações do país com os mercados, paga, no resultado das primárias, a sua incapacidade de combater a inflação.

O peso argentino desvalorizou, e a bolsa recuou 37,93% esta segunda-feira, depois da derrota do liberal Mauricio Macri nas primárias de domingo, das quais o kirchnerista Alberto Fernández saiu como favorito às eleições presidenciais de 27 de Outubro.

O Banco Central argentino elevou a taxa de juros a 74% ano e preparou um leilão de 50 milhões de dólares, numa tentativa de amortizar a queda do peso.

A bolsa de Buenos Aires disparou. Na sexta subiu 8%, mostrando optimismo. Nesta segunda, a queda foi de até 38%, chegou a atingir 49% para algumas acções.

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