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Mundo

Exumação de Franco: Espanha ajusta contas com o franquismo

A urna do ditador espanhol Franco carregado por oito membros da família
A urna do ditador espanhol Franco carregado por oito membros da família Emilio Naranjo/Pool via REUTERS
Texto por: RFI
4 min

Franco foi levado do Vale dos Caídos para o cemitério de Mingorrubio. Insultado por franquistas, Sánchez diz: "A Espanha actual é fruto do perdão, mas não pode ser produto do esquecimento".

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Os restos mortais do antigo ditador Francisco Franco foram hoje exumados e retirados do local onde se encontravam sepultados há 44 anos.

Numa manhã fria de outono, o Governo espanhol tentou que a exumação decorresse de forma sóbria e discreta.

Foram proibidas as bandeiras e as honras militares e, para além dos familiares de Franco, apenas puderam assistir à exumação as pessoas estritamente  necessárias para que o ato se pudesse realizar. Não foram difundidas imagens do momento da exumação.

Vestida de negro, a família do ditador transportou o caixão aos ombros até ao helicóptero em que foi levado para o Cemitério de El Pardo e depositado num panteão familiar, ao lado dos restos da sua esposa.

A exumação foi uma promessa do Governo socialista em funções quando chegou ao poder, em 2018.

Pedro Sánchez queria desenterrar os restos de Franco do Vale dos Caídos, uma catedral e um monumento parcialmente construídos por presos políticos do regime franquista, onde também existe uma fossa comum de vítimas da Guerra Civil espanhola. Para além de um local turístico, ao longo dos anos, o Vale dos Caídos acabou por transformar-se num local de culto para os saudosistas de Franco.

Agora, os restos do ditador deixam o mausoléu em que repousaram durante quatro décadas, para serem sepultados num cemitério comum.

Mais informação com o nosso correspondente em Madrid, Miguel Araújo.

Correspondência de Madrid

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