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Israel

Israel: Parlamento à procura de primeiro-ministro

Knesset, o parlamento israelita. 3 de Outubro de 2019.
Knesset, o parlamento israelita. 3 de Outubro de 2019. MENAHEM KAHANA / AFP
Texto por: RFI
2 min

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, pediu, esta quinta-feira, ao Parlamento para encontrar um deputado para o cargo de primeiro-ministro. Nem Benjamin Netanyahu nem Benny Gantz conseguiram formar governo, dois meses depois das segundas legislativas no espaço de um ano. Netanyahu foi, entretanto, formalmente indiciado de corrupção, fraude e abuso de confiança.

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É um impasse político inédito em Israel. “Pela primeira vez na história de Israel”, de acordo com o presidente do país, nenhum candidato conseguiu formar governo, dois meses depois das segundas legislativas num ano. Por isso, o chefe de Estado incumbiu, hoje, o presidente do Parlamento de encontrar um primeiro-ministro entre os deputados.

A Assembleia tem 21 dias [até 11 de Dezembro] para apresentar um nome aprovado por uma maioria de, pelo menos, 61 deputados e assim impedir as terceiras legislativas no espaço de um ano.

Como os líderes dos partidos mais votados não conseguiram formar governo, o primeiro-ministro cessante Benjamin Netanyahu, do conservador Likud, e Benny Gantz, da oposição, vão agora tentar angariar o apoio do maior número de deputados.

Benjamin Netanyahu é apoiado por um bloco de 54 deputados, entre os do seu partido, os aliados da ultra-direita e dos partidos ultra-ortodoxos.

Benny Gantz tem o apoio do centro-esquerda e dos deputados árabes israelitas.

Entretanto, esta quinta-feira, Benjamin Netanyahu foi formalmente acusado de corrupção, fraude e abuso de confiança pelo procurador de Israel, Avichai Mandelblit.

Horas antes, Benjamin Netanyahu disse ao seu rival para fazerem "um último esforço" para formar um governo de união nacional. Mas Benny Gantz não quer partilhar o poder com alguém visado pela justiça. Por sua vez, Netanyahu não quer partilhar o cargo de chefe de Governo para poder invocar imunidade política nos processos judiciais que se avizinham. 

E agora?” Ninguém sabe porque isto nunca aconteceu antes”, resumiu, hoje, o jornal Yediot Aharonoth.

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