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Israel

Benjamin Netanyahu: o fim de uma era?

Depois de 10 anos no poder, Benjamin Netanyahu vê o seu futuro posto à prova.
Depois de 10 anos no poder, Benjamin Netanyahu vê o seu futuro posto à prova. REUTERS/Ronen Zvulun
Texto por: Liliana Henriques
4 min

O Primeiro-Ministro israelita denunciou uma "tentativa de golpe de Estado" contra ele, reagindo ao seu indiciamento ontem à tarde por suspeita de envolvimento em casos de corrupção. Apesar de apelos neste sentido por parte de Benny Gantz, seu grande rival político, Netanyahu anunciou desde logo que não iria demitir-se das suas funções.

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Acusado de desfalque, abuso de confiança e corrupção em três casos distintos, Benjamin Netanyahu é suspeito de ter recebido ilicitamente presentes no valor total de 265 mil dólares e de ter concedido privilégios ao gigante das telecomunicações Bezeq Telecom Israel em troca de um tratamento favorável numa das suas publicações, uma operação que terá igualmente proposto ao maior jornal israelita "Yedioth Ahronoth".

Ao cabo de 10 anos passados como chefe do governo, o que fez dele o político com maior longevidade no poder em Israel, Benjamin Netanyahu, incapaz por duas vezes, em Abril e mais recentemente em Setembro, de congregar à sua volta uma maioria capaz de governar, vê agora o seu futuro ficar ainda mais incerto.

Apesar de a eventualidade de um julgamento não ser para breve, faltando ainda alguns trâmites para o caso dar entrada nos tribunais, a capacidade de "Bibi" sobreviver politicamente deveria a breve trecho ser posta à prova.

Legalmente, nada o obriga enquanto Primeiro-Ministro a demitir-se. Só seria obrigado a fazê-lo se fosse condenado. Contudo, tal não acontece para os restantes membros do governo que são obrigados a colocar o lugar à disposição mal sejam indiciados. Ora, para além de chefe do governo, Netanyahu é também Ministro da Agricultura, Saúde, Assuntos Sociais e da Diáspora.

Benjamin Netanyahu tem, por outro lado, a possibilidade de pedir aos parlamentares que seja mantida a sua imunidade. Uma operação que não está isenta de riscos, tanto mais que a unidade do seu próprio campo, o Likud, tem vindo a fissurar-se. Ainda ontem, antes mesmo da oficialização do seu indiciamento, um dos pesos pesados da formação, Gideon Saar, seu rival declarado no partido, apelou à organização de primárias para escolher um novo candidato, afirmando que no caso de terceiras legislativas "não era razoável pensar" que Netanyahu seria capaz de alcançar a maioria.

Mais pormenores aqui.

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