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Estados Unidos

Trump destruirá 52 alvos no Irão se Teerão atacar interesses americanos

Presidente americano, Donald Trump, ameaça atacar 52 alvos no Irão se Teerão atacar interesses americanos
Presidente americano, Donald Trump, ameaça atacar 52 alvos no Irão se Teerão atacar interesses americanos Reuters
Texto por: João Matos
7 min

Ainda não é uma guerra, mas guerra de palavras e guerra psicológica com o Presidente americano Donald Trump ameaçando atacar 52 alvos bem identificados, nomeadamente, culturais, no Irão, se as autoridades iranianas insistirem na vingança da morte do seu general Soleimani por forças americanas. Paris, Moscovo e Pequim apelam à retenção.

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O Presidente americano, Donald Trump, nas vestes de comandante em chefe das forças armadas, ameaça o Irão com ataques devastadores, se Teerão insistir em querer atacar interesses americanos em represália ao assassínio do general iraniano Soleimani por forças americanas.

Trump, escreveu no Twitter que os Estados Unidos já têm identificados 52 alvos que serão atacados "muito rapidamente e muito duramente" se o Irão atacar objectivos americanos.

Certos desses alvos iranianos "são de alto nível e muito importantes para o Irão e para a cultura iraniana", escreveu numa série de tuítes, o chefe da Casa Branca. "Os Estados Unidos já não estão dispostos a mais ameaças", advertiu, Donald Trump.

O Presidente americano, escreve na sua conta Twitter que os 52 alvos selecionados para serem atacados, têm uma carga simbólica representando "os 52 reféns americanos retidos durante mais de um ano em fins de 1979 na embaixada americana em Teerão pelas autoridades iranianas".

O Irão que já tinha prometido vingar o assassínio do general Soleimani, reagiu, desafiando Trump a ter "coragem" de atacar os alvos escolhidos, maneira de reafirmar também que não recuará nas ameaças já feitas de retaliação.

O embaixador iraniano na ONU, Majid Takht Ravanchi, denunciou um "acto de guerra" que deve ter uma resposta "militar".

Nesse sentido aumenta a tensão e as facções pró-iranianas no Iraque e duma maneira geral no Irão e Médio oriente apelam a ataques contra bases e tropas americanas ou diplomatas americanos.

No Iraque, o Parlamento pediu ao governo iraquiano para expulsar a coligação internacional do país, liderados pelos Estados Unidos.

China tenta namorar a França e Moscovo critica Washington

Em matéria de reacções diplomáticas, Paris e Moscovo, apelam à retenção e ao respeito do acordo de Viena sobre o nuclear iraniano pelo Irão.

A China reuniu-se com a Rússia e a França, países membros do conselho de segurança, para fustigarem o "aventureirismo militar" americano, prometendo manter-se em contacto na perspectiva dalguma iniciativa comum.

"O comportamento americano é ilegal e tem de ser condenado", disse o ministro russo dos Negócios estrangeiros, Sergueï Lavrov.

Dito isto, vozes diplomáticas sem anúncio duma acção concreta, contra os Estados Unidos e as ameaças de Trump de ataques devastadores de 52 alvos nomeadamente culturais no Irão.

Não será a primeira vez que o Presidente dos Estados Unidos, enquanto comandante em chefe das forças armadas, levará a cabo ataques, escudado nas suas prerrogativas constitucionais, informando apenas o Congresso, sem necessidade de autorização prévia.

E o chefe da diplomacia americana Mike Pompeo, reforça o discurso de Trump, dizendo que os ataques serão feitos "no quadro da lei".

Já ontem, Pompeo, tinha criticado os europeus, que não foram solidários, no ataque americano com drone que matou o general iraniano, Soleimani.

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