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Ucrânia

Inquérito sobre a queda de avião ucraniano no Irão que fez 176 mortos

Peritos da aviação iraniana e ucraniana reunidos em Teerão para investigar queda do Boeing 737 ucraniano.
Peritos da aviação iraniana e ucraniana reunidos em Teerão para investigar queda do Boeing 737 ucraniano. HO / IRAN CIVIL AVIATION ORGANIZATION (CAO) / AFP
Texto por: João Matos
6 min

Peritos ucranianos que se deslocaram ao Irão, afirmam estar na posse das caixas negras do avião Boeing 737 da companhia aérea internacional da Ucrânia, que caiu na quarta-feira nos arredores do aeroporto de Teerão. Isto quando vários países ocidentais, como os Estados Unidos e o Canadá, estão a declarar que o avião foi abatido por um míssil iraniano.

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A queda do avião Boeing 737 da companhia aérea internacional da Ucrânia na quarta-feira no Irão foi devido provavelmente a um míssil anti-aéreo iraniano disparado acidentalmente consideram vários países nomeadamente os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá.

Mas, as autoridades iranianas desmentiram categoricamente, que estejam por trás da queda do avião que provocou 176 mortos, maioritamente, iranianos e canadianos. 

O Primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que várias fontes dos serviços de informações ocidentais nomeadamente canadianos deram conta da tragédia provocada por um míssil terra-ar, talvez, disparado por erro.

Para tal, pediu um inquérito para determinar as causas da queda do avião que provocou a catástrofe na qual morreram 63 canadianos.

Justin Trudeau, Primeiro ministro do Canadá, sobre queda de avião no Irão

"A notícia vem indubitavelmente causar um choque suplementar às familias já de si atingidas por esta inexplicável tragédia.

Temos informações  de várias fontes inclusivé dos nossos próprios serviços  de inteligência  e dos nossos aliados indicando que o avião foi abatido  por um míssil terra ar. Talvez tenha sido um acidente.

Os novos dados reforçam a necessidade de se levar a cabo um inquérito aprofundado na matéria. Estamos a colaborar com os nossos aliados para garantir que haja um inquérito credível e determinar as causas  da queda do avião.

O nosso ministro dos negócios estrangeiros, Louis-Philippe Champagne, já conversou ao telefone com o seu homólogo iraniano a quem fez claramente saber que as autoridades canadianas têm de viajar imediatamente para o Irão, a fim de prestar serviços consulares, identificar as vítimas e participar num inquérito aprofundado."

Irão desmente implicação na queda do avião

Por seu lado, o Irão desmentiu categoricamente a sua implicação na queda do Boeing 737 ucraniano. Ali Abezadeh, chefe da aviação civil iraniana, rejeita a tese do míssil, em declarações ao correspondente da RFI, em Teerão. 

Ali Abezadeh, Chefe da Aviação civil iraniana

"Nós  podemos  afirmar  seguramente que  nenhum míssil atingiu o  avião.  O  aparelho  incendiou  mais  ou menos  um minuto, antes  da  sua  queda.

O lugar onde  o avião caiu, mostra  que o piloto queria regressar ao aeroporto. Mas existe  uma  interrogação: porquê  que  o piloto não contactou a  torre de controlo? É possível que hajam outras razões para isso, mas a prioridade do piloto é  salvar  o seu  avião.

Se  os dirigentes americanos obtiveram informações da  parte de organizações, nos Estados Unidos e no Canadá, especializadas na  segurança aérea, então o seu dever  é informar a  todos, por intermédio  da Organização Internacional  da Aviação Civil ".

De notar, que os peritos ucranianos presentes, no Irão, dizem ter tido acesso às caixas negras do avião. "Todas as informações estão a ser analisadas", declarou o ministro dos Negócios estrangeiros da Ucrânia, Vadym Prystaïko. 

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