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Iémen

EUA reivindicam "eliminação" de chefe jihadista no Iémen

Montagem fotográfica sem data especificada do jihadista Qassem Al-Rimi, difundida neste 7 de Fevereiro de 2020 pelo Ministério iemenita do Interior.
Montagem fotográfica sem data especificada do jihadista Qassem Al-Rimi, difundida neste 7 de Fevereiro de 2020 pelo Ministério iemenita do Interior. © AFP
Texto por: Liliana Henriques
4 min

Em comunicado, os Estados Unidos anunciaram ontem ter "eliminado" no Iémen Qassem Al-Rimi, chefe iemenita da Al Qaeda na península arábica, um grupo jihadista que reivindicou vários atentados antiocidentais.

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Ao anunciar ontem esta operação antiterrorista, a Casa Branca recordou que sob a liderança de Qassem Al-Rimi, o braço da Al Qaeda na península arábica (AQPA) perpetrou "violências indescritíveis contra civis no Iémen e tentou perpetrar e inspirar inúmeros ataques contra os Estados Unidos e as forças americanas". Neste comunicado, a presidência considerou ainda que a morte de Qassem Al-Rimi "enfraquece ainda mais a Al Qaeda" e que, por conseguinte, "se está mais perto de uma eliminação das ameaças que esses grupos representam para a segurança nacional" dos Estados Unidos.

De acordo com o executivo americano, Al-Rimi tinha ingressado na Al Qaeda na década de 1990, tendo estado no Afeganistão, ao lado de Osama Bin Laden, o mentor dos atentados do 11 de Setembro de 2001. Sob a alçada de Al-Rimi, a AQPA aproveitou-se da fragilidade das instituições do Iémen para confortar o seu domínio no sul e sudeste do país dilacerado pela guerra desde Março de 2015.

Este grupo jihadista reivindicou nomeadamente o ataque contra uma base militar americana em Pensacola, na Flórida, no passado mês de Dezembro. Al-Rimi é também suspeito de ter participado em 2008 num ataque junto da embaixada americana de Sana e de ter apoiado o jovem nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab que, no dia de Natal de 2009, tentou fazer explodir um voo Amsterdão-Detroit.

Este chefe jihadista era intensamente procurado pelas autoridades americanas. Para além de sanções por parte da ONU e do tesouro americano, em 2018 a diplomacia americana tinha feito passar de 5 para 10 milhões de dólares a recompensa pela captura de Qassem Al-Rimi. Mais pormenores aqui.

EUA reivindicam "eliminação" de chefe jihadista no Iémen

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