Brasil

Brasil: mulheres mobilizadas contra Bolsonaro

Rogéria Peixinho, feminista e activista brasileira dos Direitos Humanos.
Rogéria Peixinho, feminista e activista brasileira dos Direitos Humanos. © Youtube

Por ocasião ontem do dia internacional da Mulher, várias centenas de pessoas manifestaram em São Paulo e noutras localidades do Brasil no âmbito de uma greve que visa defender a igualdade de género e lutar contra as políticas conduzidas pelo governo de Jair Bolsonaro, as marchas devendo prosseguir esta segunda-feira.

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"Ele não pode continuar" foi o lema das numerosas mulheres que têm composto os cortejos que desfilaram pelas principais artérias de São Paulo. Os slogans da manifestação não deixaram de fazer referência à figura de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro e militante dos direitos LGBT assassinada no 14 de Março de 2018, tendo havido igualmente apelos ao fim das violências com base no género.

De acordo com um levantamento efectuado pelo diário "Folha de São Paulo", em 2019, as violências contra as mulheres têm aumentado, tendo havido registo de 1310 feminicídios, o que representa um aumento de 7,2% do fenómeno comparativamente com o ano de 2018.

Também na linha de mira dos manifestantes, estava Jair Bolsonaro que há ainda duas semanas, num vídeo partilhado nas redes sociais, incitou a população a manifestar no próximo 15 de Março contra os restantes pilares do poder no Brasil, o Senado, a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal.

Em entrevista com Sarah Cozzolino, correspondente da RFI no Brasil, Rogéria Peixinho, feminista e militante dos Direitos Humanos, considerou que as mulheres têm estado na vanguarda da resistência ao projecto de Jair Bolsonaro.

 

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