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Afeganistão

Tropas americanas começam retirada do Afeganistão

Segundo os termos do acordo, o número de soldados americanos no Afeganistão deve passar de uns 13.000 a 8.600 até meados do próximo mês de Julho.
Segundo os termos do acordo, o número de soldados americanos no Afeganistão deve passar de uns 13.000 a 8.600 até meados do próximo mês de Julho. © AFP/arquivo
Texto por: Liliana Henriques
5 min

O exército americano encetou hoje a retirada das suas tropas de duas das suas 20 bases no Afeganistão, conforme previsto no acordo assinado em Doha no passado dia 29 de Fevereiro entre os Talibãs e os Estados Unidos, um acordo que pretende colocar um ponto final na guerra mais longa em que os americanos jamais estiveram envolvidos.

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Os americanos começaram a evacuar as suas bases de Lashkar Gah, no Helmand, no sul largamente controlado pelos rebeldes, bem como na província de Herat no oeste. Segundo os termos do acordo, o número de soldados americanos no Afeganistão deve passar de uns 13.000 a 8.600 até meados do próximo mês de Julho, sendo que cinco das vinte bases americanas no país deverão ter sido evacuadas até lá. No prazo de 14 meses, os americanos deveriam ter saído totalmente do Afeganistão.

Em troca, os Talibãs comprometem-se a participar em conversações sobre o futuro do país com uma delegação incluindo o governo afegão que até agora eles não reconheceram, a outra incógnita sendo a questão da troca de prisioneiros.

No acordo assinado entre os americanos e os Talibãs, está prevista a libertação de 5.000 prisioneiros Talibãs em troca da libertação de 1.000 membros das forças armadas afegãs. Só que até agora o governo afegão não deu luz verde a esta decisão.

Resta também outra incerteza: tanto o Presidente Ashraf Ghani, vencedor das presidenciais de Setembro como o seu principal rival, Abdullah Abdullah reivindicaram ontem a vitória, a crise institucional resultante desta situação fazendo recear um reforço dos Talibãs.

Contudo, apesar de "se opor firmemente a um governo paralelo", Washington limitou-se ontem a saudar as declarações dos dois rivais a favor do processo de paz e ao apelar a um "Afeganistão unido", considerou "capital a formação de um governo inclusivo".

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