França - Espanha

França presta uma homenagem nacional às vítimas de terrorismo

O rei de Espanha e o Presidente francês lado a lado juntamente com as respectivas esposas durante a cerimónia de homenagem às vítimas de terrorismo neste dia 11 de Março de 2020 em Paris.
O rei de Espanha e o Presidente francês lado a lado juntamente com as respectivas esposas durante a cerimónia de homenagem às vítimas de terrorismo neste dia 11 de Março de 2020 em Paris. REUTERS/Gonzalo Fuentes/Pool

Emmanuel Macron presidiu hoje em Paris, ao lado do Rei de Espanha, a cerimónia da primeira Jornada Nacional de Homenagem às Vítimas de Terrorismo, uma cerimónia organizada na esplanada do Trocadero em Paris limitada a 900 convidados devido ao risco de contágio do coronavírus.

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Em clima de solenidade, decorreu hoje a primeira das homenagens nacionais que as autoridades pretendem organizar todos os anos em diferentes pontos do país nesta mesma data que coincide com a da Jornada Europeia das Vítimas do Terrorismo, data em que também se assinala o aniversário dos ataques mais mortíferos registados no continente desde 1988, os atentados de Madrid, no dia 11 de Março de 2004, em que morreram 191 pessoas, daí a presença hoje do Rei de Espanha na homenagem de hoje.

Discursando perante sobreviventes e familiares de vítimas, Felipe VI recordou a tragédia vivenciada pelo seu país mas recordou também o tributo pago por outros países, designadamente a França, e defendeu um estatuto especial para as vítimas. "Preconizamos há muito tempo, a adopção do estatuto jurídico internacional das vítimas do terrorismo que prevê um conjunto de direitos para as vítimas e de obrigações internacionais para os Estados. Estamos cientes de que se trata de uma tarefa difícil mas não desistiremos", declarou o soberano espanhol.

Também voluntarista, o Presidente Macron enalteceu os esforços desenvolvidos nos terrenos da guerra contra o terrorismo."Nos palcos no exterior, as nossas forças armadas enfrentam duros combates. No Sahel, com os nossos parceiros do G5, retomamos o controlo das zonas nas mãos dos jihadistas e desferimos-lhes duros golpes. No nosso território, os meios humanos, materiais, jurídicos da inteligência e da segurança foram consideravelmente reforçados, sem nunca desistir do Estado de Direito", sublinhou o chefe de Estado francês.

Durante a cerimónia, Emmanuel Macron referiu ainda que o projecto de museu-memorial das vítimas cuja criação tinha sido já anunciada em Setembro de 2019, iria ser concretizado por uma missão presidida por um historiador, sem contudo mencionar datas.

De recordar que a par de outros países europeus como a Grã-Bretanha ou a Alemanha, a França tem sido palco de ataques terroristas nos últimos anos, nomeadamente no dia 7 de Janeiro de 2015, com o ataque às instalações do jornal satírico "Charlie Hebdo" em que morreram 12 pessoas, no dia 13 de Novembro do mesmo ano, os atentados de Paris e Saint-Denis em que mais de 130 pessoas perderam a vida e os atentados de Nice no 14 de Julho de 2016, em que foram assassinadas 86 pessoas.

 

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