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OMS decreta surto de COVID-19 como pandemia

Director da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Director da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Fabrice COFFRINI / AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou esta quarta-feira o surto de COVID-19 como pandemia.

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O coronavírus foi detectado em Dezembro, na China, e já provocou mais de 4.300 mortos em 28 países e territórios. 

"Podemos esperar que o número de casos, mortes e países afectados aumente", afirmou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

OMS justifica a declaração de pandemia com "níveis alarmantes de propagação e inacção" da comunidade internacional frente aos "níveis alarmantes de propagação" da epidemia do novo coronavírus.

"Os países podem ainda mudar o curso desta pandemia se detectarem, testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem as pessoas na resposta", ressalvou Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus na Europa continua a aumentar. Em Itália, já há mais de 10.000 casos, em França são 2.281 e 48 mortes. Em Espanha somam-se mais de 2100. No continente europeu há já mais de 18 mil casos, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

O número de infectados ultrapassou as 120 mil pessoas, em 120 países e territórios.

Face ao avanço da epidemia, vários países têm adoptado medidas excepcionais, incluindo a aplicação de quarentena, inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 10.000 infectados e pelo menos 631 mortos, o que levou o governo a decretar a quarentena em todo o país.

 

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