Coronavírus

Covid-19: Fecho de fronteiras em Macau afecta portugueses

Vista geral de Macau e seus cassinos.
Vista geral de Macau e seus cassinos. REUTERS/Bobby Yip/File Photo

O fecho das fronteiras em Macau está a ser discriminatório. As acusações são do Conselheiro das Comunidades Portuguesas, Pereira Coutinho, que em entrevista à agência Lusa afirma que a medida está a afectar os portugueses que não conseguem entrar no território para ir trabalhar.

Publicidade

A medida não foi bem recebida pelo Conselheiro das Comunidades Portuguesas que em declarações à agência Lusa fala em atitude discriminatória.

“Em primeiro lugar há um tratamento discriminatório, em segundo lugar, o que é mais grave, é que o coronavírus não vai ver ao passaporte a nacionalidade para atacar”, referiu.

Pereira Coutinho diz que a medida está a afectar os portugueses que não conseguem entrar no território para ir trabalhar, muitos deles encontram-se de férias. Ainda assim, o Conselheiro das Comunidades Portuguesas afirma que “não são muitos os casos” e explica que os portugueses “podem resolver facilmente a situação”, a começar por contactar o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo de Macau.

“Acho que com bom senso comum e com uma compreensão poder-se-á resolver essa situação de deixá-los entrar, porque estão numa situação dramática, precisam do trabalho, tem as suas famílias cá e é preciso resolver, porque também não muitos casos. Essas pessoas podem entrar em contacto com o gabinete com o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo de Macau”, garantiu.

A proibição de trabalhadores não residentes em Macau, à excepção daqueles oriundos Taiwan, Hong Kong e da China continental, foi justificada pelo chefe do Governo "para evitar a transmissão da Covid-19".

Depois de 40 dias sem novos casos de Covid-19, Macau registou entre segunda-feira e hoje sete novos casos importados, a maioria trabalhadores não-residentes, razão que terá motivado o reforço das restrições à entrada no território.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 225 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9200 morreram. Das pessoas infectadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI