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COVID-19/G7/G20/ONU

COVID-19: colaboração mundial na luta contra a pandemia ?

10 de abril 2020: uma das alegadas vacinas contra o coronavírus SARS-COV 2 vector da pandemia de COVID-19 - REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
10 de abril 2020: uma das alegadas vacinas contra o coronavírus SARS-COV 2 vector da pandemia de COVID-19 - REUTERS/Dado Ruvic/Illustration REUTERS - Dado Ruvic
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
4 min

Mais de 131 mil pessoas morreram desde dezembro vítimas da pandemia de COVID-19, a fundação Bill e Melina Gates doou 150 milhões de dólares para o fabrico de uma vacina depois do secretário-geral da ONU António Guterres ter admitido que só uma vacina permitirá o "regresso a um sentimento de normalidade".

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A fundação humanitária dirigida por Bill e Melina Gates apelou esta quarta-feira (15/04) a um esforço mundial para o fabrico de uma vacina, destinada a combater a pandemia de COVID-19 e sua difusão a nível mundial, tendo para tal doado 150 milhões de dólares, que se acrescem aos 100 milhões de dólares desbloqueados em fevereiro para o mesmo efeito.

Os dirigentes do G7 reunidos esta quinta-feira (16/04) em video-conferência, decidiram suspender durante um ano o reembolso do serviço da dívida de 77 países em vias de desenvolvimento - dos quais cerca de 40 em África -  avaliada em 20 mil milhões de dólares, à semelhança do que tinham feito na véspera os países do designado grupo G20, em relação a estes mesmos 77 países, apoiados pelo Banco Mundial, mas por apenas seis meses renováveis por outros seis.

Em contrapartida e sob vigilância do FMI e do Banco Mundial, os respectivos Estados devem comprometer-se a aplicar essas somas em despesas urgentes e não por exemplo, a reembolsar outros credores.

Esta moratória sobre o reembolso do serviço da dívida aos países mais pobres, tinha sido defendida na quarta-feira (15/04) pelo Presidente Emmanuel Macron, em entrevista exclusiva à RFI.

Esta medida representa uma golfada de ar fresco, depois do Presidente Donald Trump ter anunciado suspender a contribuição dos Estados Unidos à OMS, no valor de 400 milhões de dólares, acusando esta organização de "má gestão da pandemia" e de "excessivo alinhamento com a China", uma medida condenada desde logo pelo secretário-geral da ONU António Guterres.

Aliás na reunião do G7 esta quinta-feira, o secretário de Estado norte- americano Mike Pompeo denunciou uma campanha de desinformação por parte da China.

Em relação ao continente africano, que já registou mais de 1.200 casos de COVID-19, a França e vários países do continente pediram a anulação pura e simples das dívidas bilaterais, em vez do seu adiamento.

Enquanto os chefes da diplomacia do grupo de cinco países designado G5 Sahel reunidos esta quarta-feira (15/04) em video-conferência - pela primeira vez desde o inicio da pandemia de coronavírus - declararam o COVID-19 inimigo público N°1, antes do terrorismo, apelando ao reforço da prevenção e equipamento hospitalar.

 

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