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União Europeia/Covid-19/Recessão

União Europeia: cimeira crucial para relançar a economia face à pandemia Covid-19

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa sobre a resposta europeia à pandemia de Covid-19 em Bruxelas 15/04/2020.
Charles Michel, presidente do Conselho Europeu e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa sobre a resposta europeia à pandemia de Covid-19 em Bruxelas 15/04/2020. Pool/AFP
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
2 min

Dirigentes dos 27 países da União Europeia reuniram-se em video-conferência esta quinta-feira, para analisar medidas para travar a recessão provocada pela pandemia de Covid-19, mas a emissão de "coronabonds" parece afastada.

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 Os chefes de Estado e de governo da União Europeia discutem, nesta quinta-feira (23/04) por video-conferência, pela quarta vez desde o início da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19, como sair da profunda recessão projectada para 2020 em consequência da pandemia de coronavírus.

A divisão entre os membros do bloco europeu sobre os detalhes e modalidades do plano de recuperação dificulta as negociações e a implementação de decisões e augura-se que de novo não haverá consenso entre os 27.

Espanha e Itália (dois dos países europeus mais afectados pelo Covid-19) propoem a criação de um  fundo de 1.500 mil milhões de euros, alimentado por uma dívida comum e dita "perpétua" para apoiar os países em dificuldade, mas a Alemanha e a Holanda recusam tal medida.

A chanceler Angela Merkel, que se opoe à mutualisação das dívidas ou "coronabonds", defendidos entre outros pela França, anunciou no entanto esta quinta-feira (23/04) no parlamento, estar disposta a aumentar sensivelmente a contribuição alemã ao orçamento europeu.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, manifestou a sua expectativa de que os 27 líderes cheguem a um consenso e encarreguem a Comissão Europeia de apresentar uma proposta sobre o plano de recuperação.

"Um novo Plano Marshall, um esforço de investimento sem precedentes, impulsionará a recuperação e será aplicado onde for mais necessário", twitou Charles  Michel, horas antes do início desta cimeira.

A comparação com o plano dos Estados Unidos para reconstruir a Europa, devastada pela Segunda Guerra Mundial não é trivial, sobretudo, quando o Fundo Monetário Internacional - FMI -adverte para a maior recessão global desde a Grande Depressão dos anos 1930.

O Produto Interno Bruto - PIB - dos 19 países da zona euro vai contraír-se de 7,5% em 2020, segundo o FMI, que antecipa duras quedas nas primeiras economias europeias: Alemanha (-7%), França (-7,2%), Itália (-9,1%) e Espanha (-8,0%).

Em pano de fundo das discussões está a vida de milhões de pessoas ainda em situação de confinamento na Europa, com estabelecimentos comerciais fechados e sectores da economia em colapso, devido à desaceleração provocada pela pandemia.

 

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